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Internacional

Ninho de 'vespas assassinas' encontradas nos EUA é destruído por cientistas

Colaboração para o UOL, em São Paulo

26/10/2020 09h27

Cientistas norte-americanos exterminaram o primeiro ninho de vespas gigantes asiáticas encontrado nos Estados Unidos. A espécie representa um perigo tanto para os humanos quanto para outros insetos. Estima-se que cerca de 40 pessoas morrem por ano, na Ásia, vítimas de picadas das vespas "assassinas", que também podem dizimar uma colônia de abelhas em poucas horas.

O ninho, encontrado no estado de Washington, foi localizado após especialistas colocarem rastreadores em vespas da espécie, avistadas pela primeira vez na região em 2019. Cerca de 200 vespas viviam no ninho que foi sugado por uma mangueira a vácuo, no sábado (24). A árvore onde os insetos estavam ainda será cortada para remover quaisquer outros ninhos.

As vespas gigantes asiáticas estão entre as maiores vespas do mundo, com as rainhas da espécie podendo atingir mais de 5 centímetros de comprimento. Os entomologistas, especialistas em insetos, que fizeram a remoção do ninho nos EUA correram riscos na operação, pois o ferrão das vespas pode perfurar as roupas de proteção usadas no processo.

A espécie com nome científico Vespa-mandarina também são conhecidas como "vespas assassinas", têm uma picada poderosa e podem até "cuspir" veneno. A principal presa das vespas são as abelhas nos EUA, que não têm um mecanismo de defesa natural contra esse predador. As vespas invadem e ocupam as colmeias, matam as abelhas adultas e devoram as larvas e pupas.

A picada das vespas gigantes asiáticas é dolorosa, mas elas só atacam humanos se sentirem-se provocadas ou ameaçadas. Mesmo que uma pessoa não seja alérgica, se ela sofrer várias picadas pode não resistir as toxinas liberadas pelas vespas e morrer.

Não se sabe como as vespas chegaram aos EUA. O habitat delas está em áreas da Ásia, principalmente na China e no Japão. Mas houve vários avistamentos de vespas assassinas na América do Norte, em 2019. Canadenses destruíram um ninho encontrado na Ilha de Vancouver, em dezembro do ano passado.

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