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Promotor eleitoral renuncia após ordem para investigar eleição nos EUA

Principal promotor de crimes eleitorais do Departamento de Justiça dos EUA renunciou após o procurador-geral autorizar investigações sobre irregularidades nas eleições - Getty Images
Principal promotor de crimes eleitorais do Departamento de Justiça dos EUA renunciou após o procurador-geral autorizar investigações sobre irregularidades nas eleições Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

10/11/2020 11h02

O principal promotor de crimes eleitorais do Departamento de Justiça dos Estados Unidos renunciou ontem após o procurador-geral William Barr autorizar investigações sobre irregularidades nas eleições, enquanto o presidente Donald Trump continuava afirmando, sem provas, que perdeu a votação devido a uma fraude.

Richard Pilger, chefe do serviço responsável por crimes eleitorais, que supervisiona as investigações de fraude, lamentou em um e-mail a colegas, ao qual veículos de imprensa norte-americanos tiveram acesso, que o procurador-geral estivesse revogando "política de não interferência de quarenta anos" para investigações de fraude eleitoral no período anterior à certificação das eleições.

Habitualmente, as investigações de fraude são de competência dos estados, que estabelecem suas regras.

A política do Departamento de Justiça tem sido evitar qualquer envolvimento federal até que as apurações sejam certificadas; as recontagens, concluídas; e as disputas, encerradas.

Barr disse aos procuradores que esta prática nunca foi uma regra tão fortemente vinculante e que se eles observarem qualquer elemento que possa reverter os resultados da eleição de 3 de novembro, eles devem investigar.

"Depois de examinar as novas regras e suas ramificações, infelizmente tenho que renunciar a meu cargo", escreveu Pilger, de acordo com o jornal New York Times.

Investigação

Em carta, Barr, muito próximo de Trump, indicou aos procuradores do país que não se trata de uma indicação de que o Departamento de Justiça tenha provas de casos genuínos durante as eleições vencidas pelo democrata Joe Biden.

Mas o anúncio libera os funcionários de antigas restrições a esse tipo de investigação, em meio a denúncias dos republicanos de que houve votos ilegais e irregularidades na apuração, sem apresentar evidências.

"Uma vez que a votação nas atuais eleições foi concluída, eu os autorizo a investigar denúncias substanciais de irregularidades na votação e no processo de recontagem, antes da certificação das eleições em suas jurisdições em certos casos", determinou ele.

O funcionário, nomeado pelo presidente republicano, disse aos procuradores que "essas investigações ou revisões devem ser conduzidas quando houver denúncias claras e aparentemente confiáveis de irregularidades que, caso comprovadas, poderiam ter impacto potencial no resultado da eleição federal em um determinado estado".

Trump não reconhece vitória de Biden

Trump, em uma postura sem precedentes para um presidente americano, continua sem reconhecer o triunfo do rival, insistindo nas acusações de fraude. Sua equipe recorreu aos tribunais, mas não foram apresentadas evidências significativas de irregularidades.

A equipe do presidente luta para impugnar os resultados e revertê-los em vários estados chave, nos quais Biden venceu por pequena margem: Pensilvânia, Nevada, Geórgia e Arizona.

Estes votos deram ao democrata a maioria no Colégio Eleitoral suficiente para vencer a eleição presidencial dos Estados Unidos.

* Com informações da AFP

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