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MSD ajudará a fabricar vacinas contra covid-19 da Johnson & Johnson

Imagem ilustrativa de vacina; MSD ajudará a fabricar as vacinas contra a covid-19 da concorrente Johnson & Johnson - Karl-Josef Hildenbrand/picture alliance via Getty Images
Imagem ilustrativa de vacina; MSD ajudará a fabricar as vacinas contra a covid-19 da concorrente Johnson & Johnson Imagem: Karl-Josef Hildenbrand/picture alliance via Getty Images

Do UOL, em São Paulo*

02/03/2021 11h24Atualizada em 03/03/2021 13h58

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciará hoje que a gigante farmacêutica MSD (Merck Sharp&Dohme) ajudará a fabricar as vacinas contra a covid-19 da concorrente Johnson & Johnson, movimento que pode aumentar o fornecimento do imunizante que foi aprovado pelos reguladores do país no último sábado (27).

A informação foi confirmada por uma autoridade do governo americano à agência de notícias AFP. No momento, não foram divulgados detalhes sobre o acordo entre as duas empresas americanas.

O jornal "Washington Post" também publicou a informação, citando funcionários do alto escalão da administração Biden. A reportagem informa que, pelo acordo, a MSD uma das maiores fabricantes de vacinas do mundo, vai dedicar duas instalações nos Estados Unidos para produzir as doses da vacina.

"É uma parceria histórica", disse um dos funcionários, acrescentando que as empresas "reconhecem que este é um esforço de tempo de guerra". Ele elogiou o senso de "cidadania corporativa".

Procurada pelo jornal, a Johnson & Johnson não respondeu. Já a MSD não comentou o acordo, mas disse que "permanece firme em nosso compromisso de contribuir para a resposta global à pandemia".

Um acordo semelhante já foi firmado entre a Sanofi e a aliança Pfizer/BioNTech, pelo qual o laboratório francês produzirá milhões de doses de sua concorrente, dada a atual impossibilidade de comercialização da sua própria.

MSD desistiu de vacina para focar em remédios

Em janeiro, a farmacêutica informou que encerraria o desenvolvimento de suas duas vacinas para prevenir a covid-19 para focar em pesquisa de tratamentos.

Na ocasião, a empresa informou que, nos primeiros testes, ambas as vacinas geraram respostas imunológicas inferiores às observadas em pessoas que se recuperaram da covid-19, bem como aquelas relatadas para outras vacinas.

Já a vacina da Johnson & Johnson mostrou-se bastante eficaz para evitar casos graves da doença, inclusive envolvendo as novas variantes de coronavírus. Em grandes testes clínicos, a eficácia do imunizante contra casos graves foi de 85,9% nos Estados Unidos, 87,6% no Brasil e 81,7% na África do Sul.

A vacina também terá potencialmente um alcance ainda maior na luta global contra o coronavírus, pois funciona com dose única.

A Johnson & Johnson se comprometeu a enviar 100 milhões de doses aos Estados Unidos até o fim de junho. Com as 600 milhões de doses compradas da Pfizer e da Moderna, o país terá, até o fim de julho, vacinas suficientes para imunizar quase toda a sua população.

*Com informações da AFP

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