PUBLICIDADE
Topo

Internacional

Conteúdo publicado há
1 mês

Americano é preso em Dubai após fumar maconha legalmente nos EUA; entenda

Clark afirma que não teve contato com drogas durante a estadia nos Emirados Árabes - Reprodução/Daily Mail
Clark afirma que não teve contato com drogas durante a estadia nos Emirados Árabes Imagem: Reprodução/Daily Mail

Colaboração para o UOL, em São Paulo

12/04/2021 15h08

Um norte-americano que fumou maconha legalmente em Las Vegas (EUA) pode pegar até três anos de prisão em Dubai, depois que vestígios da droga foram identificados em um exame da urina dele, informou o site jurídico Detained in Dubai.

Peter Clark, 51, voou de Las Vegas para Dubai em 24 de fevereiro, onde foi para o hospital após sofrer um ataque de pancreatite. Os médicos encontraram traços de haxixe em sua urina, fato que caracteriza posse de drogas de acordo com as leis dos Emirados Árabes Unidos, e o denunciaram para as autoridades.

Ele foi preso no dia 3 de março e passou três dias em uma cela, antes de ser liberado a voltar para um hotel, onde aguarda o decorrer do processo.

"Fiquei absolutamente chocado ao saber que estava sendo acusado de maconha residual no meu sistema sanguíneo. Fumei legalmente nos EUA muito antes de entrar no avião", explicou Clark, que afirma não ter consumido ou comprado drogas enquanto estava em Dubai, em entrevista para o tabloide Daily Mail.

"Eu sabia sobre as rígidas leis sobre drogas de Dubai, mas nem por um momento pensei que algo que fiz legalmente em meu próprio país pudesse levar à minha prisão", acrescentou.

Clark ainda afirma que, além das más condições, a cadeia onde ele ficou detido lhe recusou assistência médica. Segundo ele, durante o período preso, a veia na qual os médicos haviam inserido um cateter infeccionou e funcionários da prisão não lhe deram os antibióticos prescritos.

Radha Stirling, advogada dele, disse que mesmo que o réu seja considerado inocente, ele pode ser "arrastado para um processo legal lento e caro". O norte-americano está proibido de sair dos Emirados Árabes Unidos e pode pegar até três anos de prisão, caso seja considerado culpado.

Internacional