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Coronavírus

Covid: Índia tem 379 mil casos em 24h; mundo atinge recorde de infectados

Índia enfrenta superlotação dos hospitais, com muitos deles sem leitos, sem medicamentos e sem oxigênio - Amit Dave/Reuters
Índia enfrenta superlotação dos hospitais, com muitos deles sem leitos, sem medicamentos e sem oxigênio Imagem: Amit Dave/Reuters

Do UOL, em São Paulo*

29/04/2021 10h06Atualizada em 29/04/2021 10h13

O número de casos da covid-19 continua avançando na Índia, que registrou hoje mais um recorde diário, com 379.308 infectados em 24 horas.

Os registros levaram o mundo a passar pela primeira vez dos 900 mil infectados, superando o recorde mundial anterior, que era de 899.755, registrado em 22 de abril.

Apenas no mês de abril, a Índia registrou mais de seis milhões de contágios, um terço do total desde o início da pandemia, atribuídos parcialmente à nova variante detectada no país.

A Índia, quarto país do mundo em número de mortes, atrás dos Estados Unidos, Brasil e México, já registrou 204.832 óbitos provocados pela covid-19, sendo 3.645 nas últimas 24 horas.

Em relação ao número de casos, a Índia tem um total 18,3 milhões de casos confirmados da doença, atrás apenas dos Estados Unidos, que registrou 32,2 milhões. O Brasil tem mais de 14,4 milhões de casos confirmados da doença e hoje deve chegar aos 400 mil mortos pela covid-19.

Os dados são do Our Word in Data, projeto da Universidade de Oxford, do governo da Índia e do consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte.

Ajuda internacional para a Índia

Com uma população superior a 1,3 bilhão de pessoas, a Índia enfrenta superlotação dos hospitais, com muitos deles sem leitos, sem medicamentos e sem oxigênio, enquanto aguardam a ajuda internacional que foi prometida ao país

O primeiro avião militar americano com material de saúde chegará a Nova Délhi hoje, com parte de um pacote de ajuda com mais de U$ 100 milhões.

A Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), escritório da OMS (Organização Mundial da Saúde) nas Américas, disse que a região continua "sob as garras" da pandemia.

"Não só não acabou, está se acelerando", acrescentou, lembrando que em vários países da América do Sul os primeiros quatro meses do ano foram piores do que 2020.

Vacinas para superar a pandemia

De acordo com a Opas é necessário que haja "acesso rápido e equitativo às vacinas" para superar a pandemia. A organização pediu que países com doses adicionais considerassem doar uma porção significativa às Américas, onde as vacinas são necessárias com urgência.

O laboratório norte-americano Moderna anunciou hoje que deseja produzir três bilhões de doses em 2022 da vacina contra a covid-19.

O imunizante desenvolvido nos Estados Unidos utiliza a técnica de RNA mensageiro. Até o final deste ano, a expectativa é que sejam fornecidas entre 800 milhões e um bilhão de doses da vacina.

"Estamos vendo que o vírus se propaga rapidamente, com mutações, que novas variantes aparecem (...) Devemos assumir a dianteira para estar preparados se for necessária uma terceira dose da vacina", declarou o diretor para a Europa da Moderna, Dan Stanner.

* Com AFP

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