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Israel volta atrás e nega invasão terrestre na Faixa de Gaza

Uma explosão ilumina o céu após um ataque aéreo israelense a Beit Lahia, no norte da Faixa de Gaza, hoje - MOHAMMED ABED / AFP
Uma explosão ilumina o céu após um ataque aéreo israelense a Beit Lahia, no norte da Faixa de Gaza, hoje Imagem: MOHAMMED ABED / AFP

Colaboração para o UOL*

13/05/2021 19h46Atualizada em 13/05/2021 23h07

Israel continuou atacando a Faixa de Gaza nesta quinta-feira com artilharia e bombardeios aéreos em resposta a novos lançamentos de foguetes disparados do enclave controlado pelo Hamas, mas interrompeu uma ofensiva terrestre que já deixa mais de 100 mortos, a maioria palestinos.

Poucas horas após anunciar que começou uma invasão terrestre na Faixa de Gaza, o Exército de Israel voltou atrás e negou a informação, atribuindo a situação a um problema de "comunicação interna".

O Exército publicou um "esclarecimento" para especificar que "não há soldados" em Gaza. Questionado pela AFP, o porta-voz do exército citou um "problema de comunicação interna" para explicar a situação.

Horas antes, o próprio Exército havia divulgado o início da operação militar contra o movimento islâmico palestino Hamas. "A aviação israelense e tropas em terra realizam atualmente um ataque na Faixa de Gaza", declarou o exército em uma curta nota.

Consultado pela AFP, o porta-voz do exército, Jonathan Conricus, confirmou que soldados israelenses entraram no enclave palestino, mas sem precisar um número exato. Porém, horas depois, a invasão terrestre foi desmentida pelo Exército israelense.

O exército posicionou tanques e outros veículos blindados ao longo da barreira que separa Israel do enclave palestino, de onde o exército israelense se retirou unilateralmente em 2015.

Paralelamente à operação terrestre, a Força Aérea continuou a bombardear alvos do Hamas na Faixa de Gaza, o que fez com que centenas de pessoas abandonassem suas casas para se proteger das bombas, segundo testemunhas e jornalistas da AFP no local.

O Hamas afirmou que a entrada da força militar de Israel na Faixa de Gaza seria retaliada. "Qualquer incursão terrestre em qualquer área da Faixa de Gaza será a ocasião para aumentar o número de mortos e prisioneiros nas fileiras do inimigo", alertou o braço armado do grupo, que continuou a lançar projéteis à noite contra a fronteira sul de Israel com Gaza.

O grupo, que ainda disparava foguetes contra Israel na madrugada desta sexta-feira, também tentou enviar drones com cargas explosivas, segundo o exército.

Desde segunda-feira, quando este novo ciclo de violência começou, 103 palestinos, incluindo 27 crianças, morreram na Faixa de Gaza e 580 ficaram feridos, de acordo com um último balanço do Ministério da Saúde.

Dada a intensificação do conflito apesar dos apelos internacionais a favor da desaceleração, o Conselho de Segurança da ONU planeja realizar uma reunião pública virtual no domingo, após os Estados Unidos se oporem a realizar o encontro com urgência nesta sexta-feira, segundo fontes diplomáticas.

*Com informações da AFP

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