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Biden mantém prazo de retirada do Afeganistão e cita ameaça terrorista

16.ago.2021 - Homem puxa uma criança para dentro dos muros do aeroporto internacional de Cabul, Afeganistão - Stringer/Reuters
16.ago.2021 - Homem puxa uma criança para dentro dos muros do aeroporto internacional de Cabul, Afeganistão Imagem: Stringer/Reuters

Do UOL*, em São Paulo

24/08/2021 15h28Atualizada em 24/08/2021 19h18

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, manteve hoje a data final para retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão em 31 de agosto. A decisão foi tomada após uma reunião entre líderes do G7 para debater a situação do país.

Biden declarou que a ponte aérea do Afeganistão aos Estados Unidos deve ser encerrada em breve, devido à crescente ameaça do braço afegão do grupo Estado Islâmico (EI).

Quanto mais tempo os Estados Unidos permanecem no país, disse Biden, há um "risco agudo e crescente de um ataque por um grupo terrorista conhecido como ISIS-K", ou Estado Islâmico-Khorasan.

"Cada dia que estamos no território (afegão) é mais um dia em que sabemos que o ISIS-K está tentando atacar o aeroporto e atacar tanto os Estados Unidos quanto as forças aliadas", continuou.

Ameaça dos talibãs

Os talibãs voltaram a alertar hoje que a retirada de afegãos deve terminar até esse dia e exigiram que os países ocidentais não levem as pessoas mais qualificadas.

"Foi uma violação do acordo. Queremos que eles retirem todos os cidadãos estrangeiros até 31 de agosto", disse o principal porta-voz do grupo, Zabihullah Mujahid. "E não somos favoráveis a deixar que afegãos partam".

Mujahid disse que "potências estrangeiras" estariam levando "especialistas afegãos", como engenheiros. "Pedimos que interrompam essas operações", exigiu.

"Eles têm aviões, eles têm o aeroporto, deveriam tirar seus cidadãos e empreiteiros daqui", disse. "Mas não deveriam incitar os afegãos a fugirem do Afeganistão"

Ontem, o grupo já havia dito que não permitiria uma extensão do prazo. "É uma linha vermelha", afirmou o porta-voz Suhail Shaheen.

"Se EUA ou Reino Unido buscarem tempo extra para continuar a evacuação, a resposta é não. Ou haverá consequências", declarou. "Se pretendem continuar a ocupação, isso provocará uma reação".

A reunião de emergência do G7 foi convocada pelo premiê do Reino Unido, Boris Johnson, que buscava uma extensão do prazo para as milhares de pessoas que tentam fugir do país.

Um caos generalizado pontuado por episódios de violência se instalou no aeroporto de Cabul, onde tropas ocidentais e seguranças afegãos repelem multidões desde que o Talibã tomou a capital do país no dia 15 de agosto.

Até agora, cerca de 60 mil pessoas, estrangeiros e afegãos, foram retiradas do país do aeroporto de Cabul, a maioria delas em voos militares dos EUA, segundo dados de Washington. Porém, uma multidão ainda está reunida do lado de fora das instalações, esperando a oportunidade de ir embora.

*Com informações da AFP e ANSA.

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