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EUA atuam para Rússia não inserir conflito com Ucrânia na América Latina

9.dez.2021 - Joe Biden faz o discurso de abertura para a cúpula virtual pela democracia, em Washington, nos EUA - Chip Somodevilla/Getty Images via AFP
9.dez.2021 - Joe Biden faz o discurso de abertura para a cúpula virtual pela democracia, em Washington, nos EUA Imagem: Chip Somodevilla/Getty Images via AFP

Do UOL, em São Paulo*

04/02/2022 10h09Atualizada em 04/02/2022 14h29

Uma autoridade sênior do Departamento de Estado dos Estados Unidos disse ontem que iniciativas russas para desestabilizar o Hemisfério Ocidental ou inserir o conflito com a Ucrânia na região são inaceitáveis, e Washington irá trabalhar com os parceiros da América Latina para preveni-las.

O secretário-assistente de Estado, Brian Nichols, respondia a uma pergunta durante uma audiência do subcomitê da Câmara dos Deputados dos EUA, sobre a ameaça do envio de armamentos a aliados russos como Cuba e Venezuela.

Nichols disse que não quer "responder a qualquer exemplo de fanfarronice russa", mas deixou claro que os EUA não ficarão parados em caso do país liderado por Vladimir Putin inserir o conflito com a Ucrânia na América Latina.

Os Estados Unidos e a União Europeia veem o envio de tropas russas para a fronteira com o país vizinho como preparação para uma guerra com o intuito de evitar que a Ucrânia entre para a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), uma aliança militar que constitui em um sistema de defesa coletiva através de seus Estados-membros.

Moscou nega a intenção de iniciar uma ofensiva, mas, em contrapartida, exige garantias de que a Ucrânia não venha a se tornar membro da Otan. Além disso, Moscou insiste que os aliados renunciem à presença militar em algumas partes do leste da Europa.

Apesar de Moscou negar que deseje iniciar um conflito, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, declarou na última semana que vê "possibilidade clara" de uma ação militar russa contra a Ucrânia já a partir do mês de fevereiro, segundo informação divulgada pela agência de notícias AP (Associated Press).

O alerta de Biden foi feito ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky por meio de um telefonema. Na ligação, Biden citou a Zelensky o alto grau de probabilidade as forças russas atacarem o território ucraniano ao norte de Kiev, segundo duas pessoas familiarizadas com a conversa à Associated Press.

EUA envia militares para Europa Oriental

Os Estados Unidos enviarão 3 mil militares para vários países da Europa Oriental com o objetivo de apoiar as forças da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). O movimento acontece em meio à crise com a Rússia, que, segundo os Estados Unidos, ameaça invadir a Ucrânia.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, está enviando nesta semana cerca de 2 mil soldados dos Estados Unidos para Polônia e Alemanha. Outros mil soldados serão reposicionados da Alemanha para a Romênia, no flanco leste da Otan mais próximo da Rússia, disse a autoridade à Reuters.

As tropas dos EUA que foram notificadas sobre a ordem para estarem prontos para partir incluíam equipes adicionais de brigada de combate, pessoal de logística, apoio médico, apoio de aviação e forças envolvidas com missões de inteligência, vigilância e reconhecimento.

Segundo documentos obtidos pelo jornal espanhol El País, os Estados Unidos se dispuseram a não mobilizar mísseis de solo ou forças de combate na Ucrânia caso a Rússia concorde em fazer o mesmo.

Os EUA e seus aliados da Otan também estão prontos para discutir medidas recíprocas para evitar incidentes perigosos no ar ou no mar, e assegurar a Moscou que não há mísseis de cruzeiro Tomahawk estacionados na Romênia e na Polônia, segundo os documentos publicados pelo jornal.

*Com AFP e Reuters

Errata: este conteúdo foi atualizado
Diferentemente do informado em versão anterior deste texto, o nome do presidente ucraniano é Volodymyr Zelensky, e não Vladimir. A informação foi corrigida.