Conteúdo publicado há 3 meses

Análise: COP28 receberá Lula com alívio; Brasil parou de andar para trás

Após o descaso do governo de Jair Bolsonaro em relação às questões ambientais, a delegação brasileira deve ser recebida com alívio pela COP28 por retomar a preocupação com a agenda climática. A análise é do jornalista e editor do Reset Sérgio Teixeira Júnior, que vê o Brasil assumir um papel destacado no evento pelas ausências de Estados Unidos e China.

Uma coisa importante da presença do Lula em Dubai é a volta do Brasil como um participante ativo das negociações. A diplomacia brasileira tem muita experiência nos assuntos climáticos, mas durante os anos Bolsonaro ela ficou observando de fora, digamos assim. Existe uma expectativa bem grande de um papel mais ativo dos diplomatas brasileiros.

Lula terá algumas coisas para mostrar, como a redução do desmatamento, e alguns pontos que ainda não estão muito bem ajustados, como o plano de transição ecológica. Lula será recebido com certo alívio. Falta muito para ser feito no Brasil e no mundo, mas pelo menos o Brasil parou de andar para trás. Isso não é pouca coisa, sabendo do que vimos nos quatro anos do governo de Bolsonaro. Sérgio Teixeira Júnior, jornalista e editor do Reset

No UOL News da manhã de hoje (30), Teixeira Júnior apontou que, sem Joe Biden e Xi Jinping, cabe ao Brasil retomar seu papel de liderança nas questões ambientais.

Lula é um grande personagem e um líder muito carismático. No ano passado, quando esteve na COP ainda não como parte do evento oficial, a mobilização da imprensa e do próprio público foi algo impressionante de se ver, literalmente correndo atrás do Lula. Com a ausência de Biden e de Xi Jinping, a importância relativa dele cresce no evento deste ano. Sérgio Teixeira Júnior, jornalista e editor do Reset

Josias: Nem a morte é capaz de lavar a biografia de Henry Kissinger

Com uma biografia repleta de passagens controversas, o ex-secretário de Estado dos EUA Henry Kissinger, que morreu nesta quarta (29) aos 100 anos, está longe de ser lembrado como um "santo". A avaliação é do colunista Josias de Souza, que citou algumas das polêmicas de Kissinger, como o apoio e o envolvimento no golpe de Estado promovido por Augusto Pinochet no Chile.

Há uma mania nas altas esferas de poder de santificar os mortos. A morte costuma ser de uma eficácia promocional hedionda. Mas no caso do Henry Kissinger, que exerceu um poder inaudito, nem a morte é capaz de lavar a biografia. Mesmo os mais fanáticos cultores da personalidade terão dificuldade para higienizar a reputação dele. Josias de Souza, colunista do UOL

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