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Assassinato de presidenciável no Equador foi planejado em prisão, diz MP

O assassinato do presidenciável no Equador Fernando Villavicencio, morto com três tiros em agosto do ano passado, foi planejado em uma prisão, disse o MP equatoriano.

O que aconteceu

Segundo a promotoria, a gangue "Los Lobos" foi a "autora intelectual" do assassinato. O MP afirmou que a morte foi planejada por criminosos que estão detidos no presídio da cidade de Latacunga, a cerca de 95 quilômetros de Quito.

Os executores seriam cidadãos colombianos que cumpriam pena em uma penitenciária em Guayaquil. Eles foram mortos dentro da própria prisão após serem condenados pela morte de Villavicencio, afirmou a promotora Ana Hidalgo. Os corpos deles foram encontrados com sinais de asfixia em um pavilhão desocupado em outubro.

O setor de inteligência do MP encontrou armas na casa de um dos suspeitos de matar o político equatoriano. Essa residência, de acordo com a promotoria, foi localizada após as autoridades policiais vasculharem as câmeras de segurança de uma padaria perto do local onde Villavicencio foi baleado.

Segundo o MP, esse suspeito é conhecido como "Chupado". Ele teria sido visto nas imagens gravadas pelo estabelecimento fugindo do local do crime. As investigações apontam que "Chupado" estava acompanhado de outro homem, que depois o MP descobriu se tratar do autor dos disparos que mataram Villavicencio. Esse segundo homem, identificado como David, morreu em uma troca de tiros com a polícia minutos após o ataque contra o presidenciável.

Arsenal na casa de "Chupado" incluia fuzil, metralhadora, quatro pistolas e três granadas de uso militar. Os armamentos estavam em uma maleta, acompanhados de 384 cartuchos de munições, dentro de um carro sem placa estacionado na garagem.

Villavicencio foi morto em agosto de 2023

O político foi assassinado depois de sair de um encontro político na cidade de Quito. Ele chegou a ser socorrido para a Clínica da Mulher, hospital mais próximo do local do crime, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no centro de saúde.

Candidato recebia ameças de grupo criminoso. Antes de ser morto, Villavicencio denunciou publicamente uma tentativa de intimidação de desconhecidos após ele manifestar repúdio a grupos criminosos. As ameaças partiram de um grupo conhecido como Fito, ou "Los Choneros", que já estava sendo investigado pela Procuradoria Geral do Estado.

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