Conteúdo publicado há 6 meses

Candidato à presidência do Equador é assassinado com três tiros

O candidato a presidente do Equador Fernando Villavicencio, 59, foi morto com três tiros, nesta quarta-feira (9), na capital do país enquanto encerrava um compromisso de campanha.

O que aconteceu:

Villavicencio foi baleado na cabeça depois de sair de um encontro político na cidade de Quito. O médico Carlos Figueroa, amigo do candidato e que estava com ele no momento do ataque, relatou à imprensa que houve cerca de 30 disparos durante o atentado.

Candidato pelo Movimento Construye, ele foi morto por volta das 18h20 do horário local, segundo o jornal local El Universo. Ele chegou a ser socorrido para a Clínica da Mulher, hospital mais próximo do local do crime, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no centro de saúde.

O ataque ocorreu no Colégio Anderson, no centro-norte de Quito. Villavicencio era um dos oito candidatos das eleições presidenciais que ocorrerão no dia 20 de agosto no Equador, país que enfrenta um aumento da violência relacionada ao tráfico de drogas.

As ruas ao redor do colégio foram fechadas e a polícia nacional tenta localizar os responsáveis pelo ataque. Um dos suspeitos de efetuar os disparos foi morto depois de uma troca de tiros com a polícia nacional, de acordo com o Ministério Público.

Até a noite de hoje, ao menos 9 pessoas ficaram feridas no ataque, incluindo uma candidata à deputada e dois policiais, segundo o Ministério Público, que acompanha as investigações do caso. Sete feridos estão internados na mesma clínica para onde o presidenciável foi socorrido.

A morte foi confirmada pelo presidente do Equador, Guillermo Lasso. Nas redes sociais, ele escreveu que está "indignado e chocado" com o assassinato.

Lasso disse ainda que o crime não vai ficar impune. "Minha solidariedade e condolências à esposa e filhas. Pela sua memória e pela sua luta, garanto que este crime não ficará impune", escreveu.

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Irmã do presidenciável, Patricia Villavicencio culpou o governo equatoriano pela grave crise de segurança pelo qual o país passa. "Não havia polícia no local, eu estava atrás dele", descreveu.

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Imagem: REUTERS/Karen Toro

Ameaças de grupo criminoso

Há poucos dias, Villavicencio denunciou publicamente uma tentativa de intimidação de desconhecidos após ele manifestar repúdio a grupos criminosos.

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As ameaças partiram de um grupo conhecido como Fito, ou "Los Choneros", que já estava sendo investigado pela Procuradoria Geral do Estado, segundo o jornal Extra, do Equador.

Após a morte de Villavicencio, o Movimento Construye divulgou em suas redes sociais que os seus escritórios de campanha em Quito estavam sendo atacados por "homens armados". Ainda não se sabe mais detalhes do ataque.

Pleito afetado

O primeiro efeito do assassinato nas eleições do Equador já foi registrado publicamente, com a candidata Yaku Pérez anunciando a suspensão de seus compromissos de campanha para a corrida presidencial.

A 11 dias das eleições, Pérez pede a união dos candidatos contra o ato violento. "O Equador está de luto. Hoje fazemos um chamado à paz", disse ao marcar outros candidatos.

A embaixada dos Estados Unidos no Equador, através do seu embaixador, afirmou estar "profundamente chocado com o assassinato", definindo Villavicencio como "lutador contra os corruptos e narcocriminosos que tanto dano causaram ao Equador". "Em nome do povo e do Governo dos Estados Unidos, expresso minhas mais profundas condolências à sua família e ao povo do Equador. O governo dos EUA condena veementemente este ataque e oferece assistência investigativa urgente."

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