Conteúdo publicado há 2 meses

'E se for presente?', diz advogado da presidente do Peru após apreensões

Joseph Campos, advogado da presidente do Peru, Dina Boluarte, questionou em entrevista as apreensões de três relógios de luxo realizadas por policiais e membros do Ministério Público.

O que aconteceu

"E se for um presente de um fã apaixonado?", questionou o advogado em entrevista. Campos lembrou que não conversa sobre esses temas com Dina e disse que colocava a hipótese sem saber se "era verdade ou não".

"Este senhor tem sua vida privada. Vão gerar uma série de situações", afirmou Campos sobre o hipotético namorado. Segundo ele, a investigação em curso contra a presidente do Peru é "absolutamente inconstitucional".

"Entraram (nos locais-alvos da operação) para saber o que vão investigar", reclamou advogado. Declarações foram dadas ao canal Latina Noticias.

Dina não explicou origem dos relógios

As apreensões aconteceram na casa da presidente e no palácio de governo. Os itens não foram declarados por Dina como parte de seus bens anteriormente.

Operação foi transmitida ao vivo pela TV. De acordo com a AFP, policiais usaram uma barra de ferro para abrir a casa da chefe de Estado, onde passaram horas antes de seguir para a sede da presidência.

Dina é investigada desde o último dia 18. Há suspeitas de enriquecimento ilícito e omissões na apresentação de bens envolvendo a atual presidente do Peru.

Reportagem originou investigação. Transmitida pelo programa jornalístico "La Encerrona" há algumas semanas, a reportagem mostrava como Dina havia usado diferentes relógios de luxo em vários eventos oficiais entre 2021 e dezembro de 2022 — período no qual ela atuou como ministra do Desenvolvimento e Inclusão Social e vice do então presidente do Peru, Pedro Castillo.

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Presidente já era investigada por "genocídio, homicídio qualificado e lesões graves". Essa investigação foi instaurada pelo Ministério Público peruano após mais de 50 pessoas terem sido mortas por forças de segurança durante protestos ocorridos no país entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023.

Chefe de estado tem menos de 10% de apoio da população peruana, de acordo com pesquisas. Ela assumiu o cargo após o congresso do país destituir Castillo, que tentou dissolver o parlamento por decreto, interferir na Justiça e convocar uma nova assembleia constituinte.

*Com informações da AFP

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