Lava Jato já teve 50 delações premiadas; 6 foram aceitas pelo STF

Colaboração para o UOL, em Brasília

  • Pedro Ladeira/Folhapress

    O senador Delcídio do Amaral

    O senador Delcídio do Amaral

Nesta quarta-feira (6), Flávio Barra, executivo da Andrade Gutierrez, teve seu acordo de delação premiada homologado pelo STF (Superior Tribunal Federal). O empresário, ex-presidente da AG Energia, foi preso em julho de 2015 sob acusação de participar de um esquema de corrupção na Eletronuclear, descoberto em um desdobramento da Operação Lava Jato. Em seu depoimento, Barra acusou o ex-ministro Delfim Netto de receber propina das obras de construção da usina de Belo Monte.

Na Justiça Federal do Paraná, que julga os outros réus da Lava Jato em primeira instância, já foram feitos 50 acordos de delação premiada. Desses, 41 são públicos e nove estão sob sigilo. Os nomes do doleiro Carlos Alexandre Rocha (Ceará) e do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS) não constam na lista de acordos públicos enviados pela Procuradoria da República do Estado ao UOL

Delações da Lava Jato homologadas

Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo
Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo

Alexandre Romano - ex-vereador

O ex-vereador do PT Alexandre Romano, conhecido como Chambinho, ligou Luis Gushiken (morto em 2013), ex-ministro de Comunicação do governo Lula, ao advogado Guilherme Gonçalves, jurídico na área eleitoral da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), dizendo que ele teria recebido 9% de propina da empresa Consist Software, no contrato de empréstimos consignados do Ministério do Planejamento. A senadora diz que registrou o serviço em sua prestação de contas à Justiça Eleitoral e nega que tenha havido irregularidades.
Alan Marques/Folhapress
Alan Marques/Folhapress

Ex-diretores da Petrobras

Já fizeram delações premiadas Pedro Barusco (ex-gerente-executivo de Serviços e Engenharia), Hamylton Pinheiro Padilha Júnior (executivo que atuou pontualmente como operador da Área Internacional), Eduardo Costa Vaz Musa (ex-gerente da Área Internacional) e Nestor Cerveró (ex-diretor da Área Internacional, na foto), além de Agosthilde Monaco de Carvalho (assistente de Cerveró).
Danilo Verpa/Folhapress
Danilo Verpa/Folhapress

Carlos Alexandre Rocha (Ceará) - trabalhava para Youssef

Em junho de 2015, Carlos Alexandre Rocha (conhecido como Ceará) fechou um acordo de colaboração premiada com a Justiça no Paraná. Nos depoimentos, ele citou o nome de Aécio Neves (PSDB-MG). À época, Ceará disse que um diretor da UTC teria mandado R$ 300 mil ao senador. Em dezembro, a delação foi homologada. Mas, por falta de provas, o ministro do STF Teori Zavascki mandou arquivar o processo contra Aécio em fevereiro deste ano.
Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo
Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo

Nomes ligados a empreiteiras

Empresários também já fizeram delações. Entre eles, estão Júlio Gerin de Almeida Camargo e Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, ambos da Toyo Setal; Shinko Nakandakari, da Galvão Engenharia, além de seus filhos Luis Fernando e Juliana Sendai Nakandakari; Flávio Barra, da Andrade Gutierrez; Eduardo Hermelino Leite e Dalton dos Santos Avancini, ambos da Camargo Corrêa; Milton Pascowitch (foto) e José Adolfo Pascowitch, da Engevix; Victor Sergio Colavitti, da Link; João Carlos de Medeiros Ferraz, da Sete Brasil, Ricardo Pernambuco e seu filho Ricardo Pernambuco Junior, da Carioca; João Antônio Bernardi Filho, da Hayley; Salim Taufic Schahin, da empresa Schahin; e Luis Eduardo Campos Barbosa da Silva, da Oildrive.
Pedro Ladeira/Folhapress
Pedro Ladeira/Folhapress

Nomes ligados a Alberto Youssef

Outros que fizeram acordo foram Luccas Pace Júnior (na foto à dir.), operador de câmbio de Nelma Kodama, doleira ligada a Youssef); Rafael Ângulo Lopez, funcionário de Youssef; João Procópio Junqueira Pacheco de Almeida Prado, operador de contas de Youssef no exterior, e Maria Cristina Mazzei de Almeida Prado, mulher de Procópio.
Evaristo Sá/AFP
Evaristo Sá/AFP

Família de Paulo Roberto Costa

Também já fizeram delações as filhas de Costa, Shanni e Arianna Azevedo Costa Bachmann, a mulher, Marici, e os genros Márcio Lewkowicz e Humberto Sampaio de Mesquita.
Zia Mazhar/AP
Zia Mazhar/AP

Operadores financeiros

Também se tornaram delatores Rodrigo Morales, Roberto Trombeta, Mário Frederico de Mendonça Góes e Fernando Antonio Guimarães Hourneaux de Moura.

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