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PSDB quer ouvir Iris Rezende sobre acusações de envolvimento com Cachoeira

Da Agência Senado, em Brasília

06/08/2012 14h04

O ex-governador de Goiás, Iris Rezende (PMDB), pode ter que prestar esclarecimentos à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista que investiga as relações criminosas de Carlinhos Cachoeira com agentes públicos e privados.

O requerimento para ouvir o antecessor de Marconi Perillo foi protocolado na CPI pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), com base em relatório da Polícia Federal, apontando que o ex-governador teria recebido R$ 2 milhões da organização criminosa por meio de Sodino Vieira de Carvalho, coordenador-geral da campanha do peemedebista ao governo estadual em 2010.

O requerimento de Carlos Sampaio destaca reportagem do jornal O Estado de São Paulo, de 2 de agosto, denunciando que Sodino Vieira teria recebido o dinheiro diretamente de Gleyb Ferreira da Cruz, um dos assessores mais próximos de Carlos Cachoeira. De acordo com a PF, a verba integra um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas operado por Gleyb.

Diante das denúncias, Carlos Sampaio considera, em seu requerimento, haver “fortes indícios do envolvimento de Iris Rezende com a organização criminosa”, daí a necessidade da convocação. Em outro requerimento, o deputado pediu à comissão para ouvir também Sodino Vieira, que já reuniu a imprensa para negar as acusações.

Os requerimentos devem ser colocados em votação na próxima reunião administrativa da CPI, marcada para 14 de agosto.

Próximos depoimentos

Nesta terça-feira (7), às 10h15, a CPI ouve a atual mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, que deve ser questionada sobre a acusação de tentativa de chantagem ao juiz federal Alderico Rocha Santos. Segundo o magistrado, ela teria tentado chantageá-lo com ameaça de divulgar um dossiê com informações e fotos dele com políticos e empresários.

Foi convocado para o mesmo dia o policial federal aposentado Joaquim Gomes Thomé Neto, apontado como um dos “arapongas” do grupo de Cachoeira. Ele havia sido convocado no início de julho, mas apresentou atestado médico. Thomé Neto já tem decisão favorável ao pedido de habeas corpus impetrado no STF para permanecer em silêncio na reunião.

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