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Política

Polícia Legislativa barra a entrada de manifestantes no Senado e impede lavagem da rampa

Camila Campanerut

Do UOL, em Brasília

30/01/2013 13h15Atualizada em 30/01/2013 17h16

Quatro manifestantes foram barrados na manhã desta quarta-feira (30) na entrada do Senado Federal, em Brasília, quando tentavam entrar para conversar com o senador Cristovam Buarque (PDT-DF). A informação é de um dos líderes do movimento Rio da Paz, Antônio Carlos Costa. Como não tinham autorização de nenhum senador, os manifestantes também não conseguiram fazer a lavagem da rampa da Casa, que seria um ato simbólico em favor de "fichas limpas".

Cerca de 20 pessoas participaram da manifestação para protestar contra a eleição na Casa, que tem como principal candidato o peemedebista Renan Calheiros (AL), alvo de uma série de denúncias de irregularidades. Eles não conseguiram entrar no Senado, e, em protesto, desenharam cruzes com as vassouras.

De acordo com Costa, os policiais não deixaram que eles entrassem, mas eles conseguiram ter acesso ao gabinete de Buarque pela entrada ao lado da do Senado, que é a da Câmara dos Deputados.

A diretora da Polícia Legislativa foi procurada para justificar a ação, mas ainda não se manifestou. Segundo assessoria de imprensa da Casa Legislativa,  não houve pedido direito do presidente José Sarney (PMDB-AP). A decisão teria sido da própria Polícia Legislativa que, por regimento interno, tem o direito de restringir o acesso “visando atender a manutenção da ordem” no local.

“Somos um movimento pacífico, nos barrar é um tiro no pé”, disse Costa. “Somos um movimento suprapartidário, não estamos fazendo campanha para ninguém. Queremos alguém com ficha limpa na presidência do Senado”, continuou. 

De acordo com Marcelo Medeiros, do Movimento 31 de Julho, a Polícia Legislativa informou que eles precisariam de uma autorização de algum senador para poder fazer a manifestação em cima da rampa.

Como demoraram para chegar ao gabinete de Buarque, o senador teve de viajar e não pode atendê-los. Os quatro manifestantes foram, então, recebidos por assessores do parlamentar e depois se seguiram para o gabinete do senador Pedro Simon (PMDB-RS), que também não estava.

Como não conseguiram a autorização assinada para fazer o ato simbólico de lavagem da rampa do Parlamento, os manifestantes deixaram o Senado. "Não vamos confrontar ninguém. Bastaria um senador e a polícia disse que liberaria a gente", diz Marcelo Medeiros.

Parte do grupo limpou a borda do espelho d'água, mas não ultrapassou o limite da linha de policiais que se formou em frente à rampa do Congresso. Depois de cerca de 50 minutos, eles recolheram as vassouras e deixaram o local. 

"É uma indignação que a sociedade civil não tenha sido recebida", completou Antonio Costa.
 

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