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Defensores de Feliciano veem preconceito religioso; críticos querem pastor fora de comissão

O deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) - Andre Borges/FolhaPress
O deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) Imagem: Andre Borges/FolhaPress

Do UOL, em São Paulo

26/03/2013 21h29

A permanência do deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara (CDH) gerou opiniões antagônicas entre os internautas do UOL. A nota sobre a decisão do PSC em mantê-lo no cargo tinha ao menos 600 comentários por volta de 21h.

Enquanto uns pedem a saída imediata do parlamentar, chamado pelos críticos de “racista”, “homofóbico” e “antimulheres”, outros o defendem, argumentando que Feliciano é alvo de preconceito religioso por ser evangélico.

O internauta André Lourenço de Souza diz que “todos os outros segmentos da sociedade podem influenciar com seus princípios e costumes e um religioso, como pastor evangélico, não pode”. Ele ainda questiona se, quando o papa Francisco visitar o Brasil, em julho, será alvo de críticas por ter sido contra a aprovação do casamento gay na Argentina.

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“O novo papa declarou abertamente ser contra o casamento gay e a relação homossexual e ninguém se manifesta para chamá-lo de homófóbico. Quando o líder máxima da Igreja Católica estiver no Brasil, esses artistas irão se manifestar contra a posição do papa?”, afirmou, referindo-se ao manifesto de artistas pedindo a saída de Feliciano da CDH.

Para a internauta que se identificou como Liguria afirma que os críticos do pastor, “a pretexto de combater alguém que julgam preconceituoso, acabam reproduzindo o preconceito ao tachar evangélicos de ‘ignorantes’, ‘imbecis’, ‘vaquinhas de presépio’, etc”. “Ou seja, chamam alguém de preconceituoso, mas também são preconceituosos. Será que vocês não estão reproduzindo a intolerância.”

Para o internauta com o apelido AtleticanoQueSofreMasAma, não está em discussão se Feliciano tem direito ou não de assumir a presidência da comissão, mas sim se ele reúne os “predicados” para o cargo. “O parlamentar já deu demonstrações de que seu pensamento é diametralmente oposto a várias bandeiras de direitos humanos”, diz. “Sopesados os argumentos contrários e favoráveis à permanência de Marco Feliciano à frente da CDH, é forçoso concluir que o mais prudente é ele deixar o cargo imediatamente”, afirma.

A internauta Laninha*, por sua vez, afirma que Feliciano permanece no cargo mesmo com as críticas por ser “extremamente vaidoso e amar demais o poder”. Ela critica ainda o “fanatismo” dos defensores do pastor.

“Engraçado como o fanatismo de alguns pode roubar-lhes o senso crítico: basta apontar as podridões desses líderes falsários, que correm logo para dizer que estão falando contra os evangélicos. Acordem: essa perseguição que vocês alegam não existe”, afirma a internauta.

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