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Política

Vereadores de SP aprovam criação de CPI dos Transportes

Gabriel Mestieri

Do UOL, em São Paulo

27/06/2013 15h57Atualizada em 27/06/2013 16h27

Os vereadores de São Paulo aprovaram nesta quinta-feira (27) a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara Municipal para investigar o transporte urbano na capital paulista. A comissão deve ser presidida pelo vereador Paulo Fiorilo (PT), autor do requerimento de criação da auditoria aprovado hoje. A CPI funcionará por 120 dias e terá sete membros.

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Além de Fiorilo, Floriano Pesaro (PSDB), Edir Sales (PSD), Milton Leite (DEM), Dalton Silvano (PV), Adilson Amadeu (PTB) e Nelo Rodolfo (PMDB) foram indicados por seus partidos como membros da CPI. O relator deve ser escolhido na reunião que instalará a comissão, marcada para as 10h desta sexta. Também nessa reunião, os membros devem decidir se a comissão funcionará durante o recesso da Câmara, que começará na próxima segunda-feira (1º) e vai até o dia 1º de agosto.

A escolha de qual proposta de criação da CPI seria escolhida gerou atritos entre a base do prefeito Fernando Haddad (PT) e a oposição. Outros dois vereadores apresentaram requerimentos --Ricardo Young (PPS) e Paulo Frange (PTB)--, mas as propostas nem chegaram a ser apreciadas.

Para Young, a CPI criada pelo requerimento de Fiorillo seria “chapa-branca”, acusação rebatida pelo petista.

Qual deve ser o principal tema dos próximos protestos no Brasil?

Nesta quarta (26), Haddad anunciou, em entrevista ao "SPTV", que cancelou o processo de licitação para a contratação das empresas de ônibus que realizarão o serviço pelos próximos 15 anos e estimada em R$ 45 bilhões. A medida acontece após a série de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público na capital paulista.

Haddad também anunciou uma série de medidas para o setor, como a promessa de instalar 220 quilômetros de corredores e faixas exclusivas de ônibus na cidade até o final deste ano, além da criação de um conselho municipal dos transportes com a participação da população, no qual deverá abrir planilhas e mostrar os custos do sistema. Entre as vias contempladas estão as marginais Tietê e Pinheiros e a avenida 23 de Maio, que vai ganhar a faixa no sentido centro/bairro.

A estudante de direito Nina Cappello, integrante do Movimento Passe Livre (MPL), afirmou que o grupo vê com bons olhos a iniciativa, mas disse que este é apenas um primeiro passo. "É importante que o debate sobre o custo dos transportes aconteça antes que essas concessões sejam aprovadas", disse ela.

Nina afirmou, ainda, que a instalação de uma CPI sobre o transporte na Câmara não é uma prioridade do grupo. "São políticos se investigando. Não vamos entrar no jogo político e não temos a ilusão de que essa CPI é fundamental. Temos outros instrumentos para pressionar pela abertura da caixa preta dos transportes."

Protestos em São Paulo
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