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Governo do Ceará contrata bufê para servir caviar e lagosta; gasto pode chegar a R$ 3,5 mi

Carlos Madeiro

Do UOL, em Maceió

13/08/2013 17h39

O gabinete do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), firmou contrato que prevê gastar R$ 3,5 milhões com bufê e decoração do gabinete e da residência oficial. A oposição criticou a medida e divulgou que o cardápio contratado inclui refeições como bombinhas de salmão com caviar, carpaccio de chester com manga, crepe de lagosta, creme de escargot servido em pequenas tarteletes e filé de sirigado ao Goulart.

Secretaria de Educação

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O deputado estadual Heitor Ferrer (PDT), durante pronunciamento na desta terça-feira (13), na Assembleia Legislativa do Estado, afirmou que elaborou requerimento com pedido informações sobre os gastos.

Segundo a publicação no "Diário Oficial" do Estado --do dia 1º de agosto--, o Estado pagará o valor pela contratação da empresa Anita Serviços de Alimentos por um período de 12 meses. A publicação não traz detalhes sobre o serviço prestado.

O contrato é similar ao publicado em 27 de janeiro de 2010, quando a mesma empresa venceu a disputa para prestação do mesmo serviço.

O contrato à época, o qual o UOL teve acesso, de R$ 2,8 milhões, seria para prestação de “serviços de bufê, decoração, iluminação e instrumentista apropriada à decoração em ambientes climatizados e/ou abertos com capacidade até 2.000 pessoas, para realização de coquetéis, almoços, jantares, brunchs, coffee breaks, a serem servidos por ocasião de solenidades, treinamentos, inaugurações, comemorações e eventos (...) em atendimento aos eventos de interesse do Cerimonial do Gabinete do Governador.”

Pedido de informações

Em requerimento, o deputado Heitor Férrer pediu ao governo explicações sobre o contrato, com detalhes sobre quanto efetivamente foi pago e em quais eventos foram servidas as refeições.

Férrer criticou o gasto e afirmou que o valor deveria ser usado com obras de combate aos efeitos da seca.

Outro lado

O governo do Estado informou que o processo licitatório "seguiu todos os trâmites legais" e contou com 13 empresas.

Ainda segundo o governo, o valor citado no Diário Oficial é pago conforme a demanda, e não existe um valor fixo ou mínimo mensal a ser pago.

O governo explicou que o valor de R$ 3,5 milhões se refere às despesas de bufê realizadas no período de 2010 a julho 2013. "Ou seja, quase quatro anos e não o período de um ano como citado pelo deputado", complementou.

"A nova licitação, com vigência iniciada no dia 1º de agosto, não corresponde ao período de um ano. O prazo deve ser aditivado --até o período de quatro ano", informou o governo.

Ainda segundo o governo, os valores incluem, "além da comida, decoração, talheres, copos, pratos, toalhas, decoração, serviços de garçom, transporte, armazenagem da comida, etc.". 

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