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Política

Eduardo Campos será candidato à Presidência na chapa, diz Marina

Fernanda Calgaro

Do UOL, em Brasília

09/10/2013 18h23Atualizada em 09/10/2013 19h41

A ex-senadora Marina Silva reiterou nesta quarta-feira (9) que o candidato do PSB à Presidência será o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e que ela não tem como objetivo de vida ser presidente da República, mas “um país melhor”.

“Só tem uma posição na chapa que está posta que é a do Eduardo”, disse sobre a aliança selada no último sábado após a Rede ter o seu registro negado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Com a negativa, Marina se filiou ao PSB e firmou uma coligação com a Rede, que segue em processo de criação.

“Quem descartou a minha candidatura não foi eu, foram os cartórios, que cassaram o registro da Rede Sustentabilidade.”

Ela disse ainda que nunca colocou a candidatura de Campos em dúvida e que a sua declaração foi mal interpretada em uma entrevista para o jornal “Folha de S.Paulo”.

“Quando eu falei de possibilidade, eu estava dizendo que as candidaturas postas são possibilidades para o Brasil. A Dilma é uma possibilidade para o Brasil. O Aécio é uma possibilidade para o Brasil. E o esforço que eu e o Eduardo estamos fazendo do ponto de vista programático é uma possibilidade para o Brasil, porque ninguém tem bola de cristal para determinar quem é que já é o presidente da República. Foi só e somente só nesse contexto que fiz aquela frase.”

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No sábado, Marina não havia confirmado se seria vice ou cabeça de chapa no PSB. "Eu acho que tudo que aconteceu aqui é muito mais do que a posição que se ocupa em uma chapa para eleição", afirmou.

Ontem, em entrevista ao colunista do UOL Josias de Souza, Marina havia dito que o debate sobre quem será cabeça de chapa em 2014 não preocupa. "“Eu e o Eduardo não estamos preocupados com isso. Nós estamos preocupados em aprofundar o programa.”

Ela negou que planeje se candidatar a algum cargo no seu Estado, o Acre. “Eu já estou priorizando o nacional quando me disponho a apoiar um candidato que está colocado desde que assuma o programa da Rede. Não tenho como objetivo de vida ser presidente da República, mas um país melhor.”

Hoje, Marina declarou que a coligação com o PSB foi no plano nacional e que agora serão discutidas as alianças regionais caso a caso, mas que terão como foco o programa de partido e não o tempo de televisão. Segundo ela, o critério para formar as chapas nos Estados será o “limite da coerência” e não é porque há uma aliança nacional que se terá que “seguir a Rede ou o PSB”.  “Somos dois partidos independentes.”

Sobre a presença de inimigos históricos dela aliados ao PSB, como o ruralista Ronaldo Caiado (DEM-GO), Marina disse que essa é uma questão que compete ao próprio PSB.  “O meu diálogo é com a direção e obviamente que o PSB vai tratar das questões internas. Eu só coloquei qual é o limite da Rede Sustentabilidade.”

Marina participou na tarde de hoje da primeira reunião da Executiva Nacional Provisória da Rede realizada após o anúncio da aliança com Campos. No encontro, foram discutidos os próximos passos para continuar o processo de registro da legenda no TSE, a serem definidos no domingo, quando acontece um encontro da Comissão Nacional Provisória da sigla. Na ocasião, também serão debatidas as diretrizes da coligação, particularmente nos Estados.

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