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Delúbio Soares se apresenta à Polícia Federal em Brasília

16.nov.2013 - O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares anuncia pelo Twitter sua apresentação à Polícia Federal na manhã deste sábado - Reprodução
16.nov.2013 - O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares anuncia pelo Twitter sua apresentação à Polícia Federal na manhã deste sábado Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

16/11/2013 11h28Atualizada em 16/11/2013 15h05

O ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, se apresentou à Polícia Federal de Brasília na manhã deste sábado (16). Ele informou sobre sua apresentação em sua página no twitter, completando a informação com "Viva o PT", "Viva o Brasil".

PENAS DO MENSALÃO

  • Arte/UOL

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"Apresentando às autoridades em Brasília para o cumprimento da pena que me foi imposta em julgamento de exceção. Viva o PT! Viva o Brasil!", escreveu às 11h26.

Em seguida, lamentou no microblog: "Nosso compromisso com os brasileiros é tamanho e nossa fé nos ideais que professamos é de tal forma grandiosa (...) que os imensos sacrifícios pessoais, os ódios que atraímos e as perseguições covardes das quais somos vítimas nada representam."

O mandado de prisão do petista foi expedido pelo STF (Supremo Tribunal Federal), na sexta-feira (15), junto com os de outros 12 réus no processo do mensalão. Delúbio foi condenado a oito anos e 11 meses de prisão, em regime fechado. Entre todos os réus, o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato ainda não apresentou na Polícia Federal do Rio de Janeiro. Uma nota publicada hoje pelo advogado do ex-diretor afirma que Pizzolato fugiu para a Itália.

Pizzolato foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão por corrupção passiva, lavagem e dinheiro e peculato, que devem ser cumpridos em regime fechado, durante o julgamento do mensalão.

Segundo a PF, Pizzolato saiu de forma clandestina do país, já que seu nome estava em uma lista de pessoas proibidas de sair do país.

Cronologia do mensalão

  • Nelson Jr/STF

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Na sexta, dez dos 12 réus condenados no julgamento do mensalão que tiveram mandados de prisão expedidos se apresentaram à Polícia Federal. São eles: José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, condenado a dez anos e dez meses de prisão; José Genoino, ex-presidente do PT, condenado a seis anos e 11 meses; Marcos Valério, operador do esquema, condenado a 40 anos de prisão; Cristiano Paz, ex-sócio de Marcos Valério, condenado a 25 anos 11 meses; Ramon Hollerbach, outro ex-sócio de Valério, condenado a 29 anos e sete meses; Romeu Queiroz, ex-deputado pelo PTB-MG, condenado a seis anos e seis meses; Simone Vasconcelos, ex-diretora da agência publicitária SMPB, condenada a 12 anos e sete meses; Jacinto Lamas, ex-tesoureiro do PL, condenado a cinco anos; Kátia Rabello, ex-presidente do Banco Rural, condenada 16 anos e oito meses; e José Roberto Salgado, ex-vice-presidente do Banco Rural, condenado a 16 anos e oito meses de prisão.

Os condenados no julgamento do mensalão que já tiveram seus mandados de prisão expedidos pelo STF serão levados ainda neste fim de semana para Brasília em um avião da Polícia Federal.

Recurso

Na segunda-feira (11), a defesa de Delúbio apresentou apresentou novo recurso ao STF pedindo a sua absolvição pelo crime de formação de quadrilha no julgamento do mensalão. Delúbio também foi condenado por corrupção ativa.

Ele já havia questionado a sua condenação num recurso em maio, chamado de embargos infringentes, que acabou rejeitado pelo presidente do tribunal, ministro Joaquim Barbosa, que é relator da ação.

O advogado Arnaldo Malheiros recorreu da decisão, e o pedido foi analisado por todos os demais ministros em plenário em agosto, que acabaram decidindo por aceitar os tais embargos.

O argumento da defesa é que o aumento da pena foi desproporcional. Afirma que, na definição da pena, os ministros consideraram que, das oito circunstâncias judiciais possíveis, três eram desfavoráveis ao réu. No entanto, a pena fixada foi mais do que o dobro da pena mínima prevista aquele crime e chegou perto da máxima, que é de três anos.
No recurso de maio, o advogado alegou que Delúbio "jamais se associou a outras pessoas com o fim de cometer crimes" e que o STF deveria considerar "simples coautoria na alegada prática do delito de corrupção ativa".
 

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