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Junta médica termina avaliação do estado de saúde de Genoino

Do UOL, em São Paulo

23/11/2013 16h32

Após cerca de 2h15 de trabalho, a junta médica da UnB (Universidade de Brasília) concluiu no final da tarde deste sábado (23) a avaliação do estado de saúde do deputado federal e ex-presidente do PT José Genoino, 67, segundo a assessoria do IC-DF (Instituto de Cardiologia do Distrito Federal).

A formação dessa junta médica, coordenada por Luiz Fernando Junqueira Júnior, professor titular de cardiologia da UnB, foi determinada pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa. A equipe também é formada por outros quatro especialistas: Cantidio Lima Vieira, Luiz Fernando Antibas Atik, Hilda Maria Benevides da Silva Arruda e Alexandre Visconti Brick.

O laudo realizado por esses profissionais vai dizer se Genoino, que sofre de problemas cardíacos e passou por um procedimento cirúrgico em julho, tem condições de cumprir a pena no presídio ou se deverá obter o benefício da prisão domiciliar.

Caso Genoino tenha alta médica antes de uma decisão de Barbosa sobre a prisão domiciliar definitiva, poderá ir para casa se tratar provisoriamente.

A assessoria do hospital informou que a junta médica não daria informações sobre a avaliação porque estava em cumprimento de ordem judicial. 

O documento deverá ser encaminhado diretamente ao STF, porém não se sabe quando. Joaquim Barbosa poderá enviar o documento para análise da Procuradoria Geral da República antes de definir sobre o pedido ou decidir diretamente sobre o caso.

Na última quinta-feira (21), após o deputado passar mal na prisão e ser internado no IC-DF, Barbosa deu autorização provisória para o réu se tratar em casa ou no hospital até que a junta médica divulgue um parecer sobre o seu quadro de saúde.

Na ocasião, os advogados do petista chegaram a informar que havia suspeita de infarto -- o que foi descartado por boletim médico divulgado na sexta-feira (22) pelo Instituto de Cardiologia de Brasília. 

O ex-presidente do PT foi condenado a 4 anos e 8 meses de prisão por corrupção ativa --por 9 votos a 1--, e a 2 anos e 3 meses por formação de quadrilha --por 6 a 4. Genoino se entregou à Polícia Federal de São Paulo no dia 15 de novembro, quando as ordens de prisão foram emitidas por Barbosa. 

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