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Seis minutos após adiarem vetos, 428 deputados abrem nova sessão na Câmara

Sessão que iria analisar vetos presidenciais foi encerrada com 223 deputados - Pedro Ladeira/Folhapress
Sessão que iria analisar vetos presidenciais foi encerrada com 223 deputados Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

Do UOL, no Rio

07/10/2015 23h04

Seis minutos separaram o fim da sessão conjunta do Congresso Nacional que analisaria os vetos da presidente Dilma Rousseff (PT) a projetos da chamada "pauta-bomba", por falta de quórum de deputados, do início de uma sessão extraordinária da Câmara, aberta com a presença de 428 parlamentares da Casa, na tarde desta quarta-feira (7).

No encerramento da primeira sessão, às 13h18, estavam presentes 223 deputados --número inferior ao mínimo necessário, 257. Neste momento, havia 68 senadores no local, quantidade suficiente para a votação dos vetos presidenciais. A sessão da Câmara foi iniciada às 13h24 e discutiu medidas provisórias.

Câmara lotada - Gustavo Lima/Câmara dos Deputados - Gustavo Lima/Câmara dos Deputados
Seis minutos depois, sessão da Câmara foi iniciada com 428 deputados presentes
Imagem: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados

Esta foi a segunda vez nesta semana que a Câmara não deu quórum para a análise dos vetos, que podem ameaçar o ajuste fiscal do Governo Federal.

Antes de encerrá-la, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), suspendeu a sessão por meia hora para aguardar a chegada de mais deputados ao plenário. Mas ao ser retomada, ainda não havia quórum suficiente para que os vetos fossem à votação.

O fato é visto como mais uma derrota do governo em conquistar o apoio dos deputados, uma semana após a reforma ministerial ampliar o espaço do PMDB –maior partido da base aliada-- no ministério da presidente Dilma. O PMDB cresceu de seis para sete pastas, e os ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia foram dados a deputados do partido.

Entre os vetos presidenciais que estavam na pauta havia o que impedia o reajuste salarial médio de 59,5% aos servidores do Judiciário, e o veto à extensão a todos os aposentados da política de valorização do salário mínimo. Esses dois itens, se aprovados, podem aumentar as despesas do governo em R$ 47,2 bilhões até 2019.

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