Manifestações não assustam, dizem líderes do PT no Congresso

Leandro Prazeres

Do UOL, em Brasília

Líderes do PT e do governo no Congresso Nacional afirmam não estarem "assustados" com a dimensão das manifestações realizadas neste domingo (13) contra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) e contra o Partido dos Trabalhadores. "Não nos surpreende. Elas têm o tamanho da força da oposição. Encaramos todas elas com muita tranquilidade", afirmou o líder o PT na Câmara, Afonso Florence (BA).

As manifestações contra o governo começaram neste domingo por volta das 9h30. Ainda não há uma estimativa oficial sobre a quantidade de manifestantes em todo o Brasil, mas cidades como Brasília, por exemplo, reuniram mais de 100 mil pessoas (estimativa da Polícia Militar) em um protesto realizado na Esplanada dos Ministérios.

"A gente está vendo tudo com muita tranquilidade. A oposição usou toda a sua capacidade de mobilização. O que temos hoje é mais ou menos que tivemos nas maiores manifestações do ano passado. É o que eles (oposição) têm e, dessa vez, eles assumiram contundentemente uma agenda golpista", disse Florence.

O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), também disse não ter ficado surpreso com as manifestações deste domingo e disse que elas "fortalecem a democracia". "Não nos surpreende em nada. A gente vê tudo isso com muita normalidade. Foi a democracia que possibilitou as pessoas poderem se manifestar. É uma conquista", afirmou Guimarães.

O líder disse ainda que a tranquilidade na qual as manifestações acontecem pelo país "desmontam" a tese de que o PT iria incitar a violência. "Não houve nada disso (incitação à violência). Respeitamos a democracia e queremos que ela seja respeitada também", disse Guimarães.

Para o líder do PT no Senado, Paulo Rocha (PA), a adesão às manifestações foi incentivada pelos últimos eventos envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na última quinta-feira  (10), o MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) pediu a prisão preventiva de Lula por suspeita de envolvimento em crimes de lavagem de dinheiro relacionado a um apartamento tríplex no Guarujá.

"A gente sabia que adesão seria grande por conta dos últimos acontecimentos envolvendo o ex-presidente Lula. Os fatos provocaram isso", afirmou Rocha.

O senador disse, porém, que o tamanho das manifestações deste domingo não é determinante para o clima político. Ele diz que ainda é preciso esperar pelo resultado das manifestações pró-governo marcadas para o próximo dia 18.

"É preciso esperar. Vamos ver como o nosso lado se manifesta. Não podemos avaliar o cenário político apenas com base nas manifestações da oposição. Tem que avaliar as manifestações de apoio também", analisou Rocha. 

Até o fechamento desta reportagem, o Palácio do Planalto não havia se manifestado oficialmente sobre as manifestações contra o governo. 

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