Alan Marques/Folhapress

Processo de impeachment

Justiça mantém preso prefeito citado como exemplo em votação contra Dilma

Carlos Eduardo Cherem

Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte

  • Reprodução/Facebook/André Senna

    Ruy Muniz (PSB), prefeito de Montes Claros (MG)

    Ruy Muniz (PSB), prefeito de Montes Claros (MG)

O TRF (Tribunal Tribunal Regional Federal) da 1ª Região negou nesta quarta-feira (4) um agravo regimental com pedido de habeas corpus feito pela defesa e decidiu manter preso o prefeito de Montes Claros (MG), Ruy Muniz (PSB), acusado de prejudicar o funcionamento de hospitais públicos da cidade para favorecer hospital privado gerido por sua família. O município fica a 425 Km de Belo Horizonte.

Muniz foi preso na manhã de 18 de abril pela PF (Polícia Federal) na operação Máscaras da Sanidade 2 – Sabotadores da Saúde, em um hotel, em Brasília, poucas horas após sua mulher, a deputada federal Raquel Muniz, ter dito na votação do processo do impeachment que ele era exemplo de gestão para o Brasil.

Prefeito preso pela PF foi elogiado horas antes na sessão do impeachment

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Transferido para o presídio de Montes Claros, desde então, Muniz mantém o cargo e despacha da cadeia. Ele está detido em uma cela com outros presos que também possuem curso superior. A secretária municipal de saúde do município, Ana Paula Nascimento, por sua vez, presa junto com o prefeito na operação da PF, está detida no presídio Alvorada, também em Montes Claros.

Por meio de nota, a defesa do prefeito informou nesta quarta-feira (4) que "o julgamento do agravo regimental que manteve a prisão do prefeito não foi unânime. Assim, será interposto habeas corpus junto ao STF (Superior Tribunal de Justiça) nos próximos dias".

"Estamos confiantes no poder judiciário",diz a nota os advogados de Muniz.

 

Favorecimento de hospitais do prefeito

De acordo com as investigações da PF, o prefeito "direta e indiretamente, valendo-se de meios fraudulentos, tentou destruir e inviabilizar a existência e o funcionamento dos hospitais credenciados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) na cidade, beneficiando hospital controlado pelo prefeito".

Ainda de acordo com a corporação, o prefeito e a secretária de Saúde fizeram a retirada de 26 mil consultas especializadas e 11 mil exames dos hospitais "deixando de prestar os correspondentes serviços pela rede municipal, causando graves problemas à população".

A PF aponta também uma retenção de R$ 16 milhões por parte da prefeitura de recursos destinados a hospitais públicos da cidade. A suspeita seria o favorecimento a hospitais controlados pelo prefeito.

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