Na véspera da votação, Temer almoça com 52 deputados em evento fora da agenda

Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

  • AFP PHOTO/Mauro Pimentel

O presidente da República, Michel Temer (PMDB), almoçou nesta terça-feira (1º) com integrantes da Frente Parlamentar pela Agropecuária, que reúne 230 deputados federais, na sede do grupo, no bairro do Lago Sul, em Brasília. De acordo com a Frente, participaram do almoço 52 deputados e seis senadores. O evento não constava na agenda oficial do presidente divulgada pela assessoria da Presidência até as 13h30.

A agenda oficial de Temer foi atualizada às 13h40, quase 20 minutos depois da chegada do presidente ao almoço.

Segundo a agenda oficial divulgada na noite de segunda (31), Temer teve o primeiro compromisso às 10h, quando se encontrou com o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Paulo Rabello de Castro. A última audiência do dia está marcada para as 19h30, no Palácio do Planalto, com o deputado federal Paulo Feijó (PR-RJ).

Nesta terça, véspera da votação no plenário da Câmara da denúncia por corrupção passiva, o presidente Michel Temer se reúne com 11 deputados federais em seu gabinete no Palácio do Planalto. Destes, cinco dizem estar "indecisos" ou serem a favor do prosseguimento da aceitação da peça apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República), segundo painel de tendência de votação do jornal "Folha de S.Paulo".

A denúncia contra Temer na Câmara

O coordenador de Direito de Propriedade da FPA, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), afirmou que a denúncia não foi debatida no encontro. Questionado se a bancada foi "bem atendida" nos últimos meses e se, assim, o governo busca votos para barrar a denúncia, Goergen negou.

"Eu não concordo com essa questão de se vincular uma coisa à outra. Eu próprio não tenho decisão tomada ainda, mas que o governo é um governo que atende bem o agronegócio não há dúvidas. Independentemente da denúncia ou não, tem sido uma característica sim", falou Goergen.

Outros encontros desta terça

Na véspera da votação no plenário da Câmara, o presidente Michel Temer também deve ser reunir com 11 deputados federais em seu gabinete no Palácio do Planalto. Destes, cinco dizem estar "indecisos" ou serem a favor do prosseguimento da aceitação da peça apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República), segundo painel de tendência de votação do jornal "Folha de S.Paulo".

Os que se declararam não saber como votar são Átila Lins (PSD-AM), Marco Tebaldi (PSDB-SC) e Paulo Feijó (PR-RJ). Os que disseram ser a favor de denúncia são Laudívio Carvalho (SD-MG) e Jaime Martins (PSD-MG).

Já os que preferiram não se pronunciar sobre a questão são Augusto Coutinho (SD-PE) e Alfredo Nascimento (PR-AM). Os deputados que são contra a denúncia e se reunirão com Temer nesta terça são Daniel Vilela (PMDB-GO) e Sabino Castelo Branco (PTB-AM).

O Planalto deseja que a denúncia contra ele seja votada nesta quarta-feira (2) no plenário da Câmara, mas depende do quórum mínimo de 342 deputados no local. Para tanto, nas últimas semanas, ministros próximos de Temer e aliados têm se dedicado a uma força-tarefa para garantir pelo menos a presença da base aliada na Casa. Embora, teoricamente, o Planalto conte com mais de 400 governistas na Câmara, muitos já se declararam a favor da continuidade do processo.

Pela manhã, Michel Temer se reuniu com o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Paulo Rabello de Castro, e com o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira (PRB).

O PRB, partido do ministro, já fechou questão pela rejeição da denúncia. Um dos deputados do partido, Beto Mansur (SP), inclusive, é um dos principais responsáveis pela contabilidade dos votos. A planilha com as informações atualizadas é comparada com a do Planalto e informada a Temer diariamente.

À tarde, os compromissos do presidente incluem o comunicador, cientista político e amigo de longa data de Temer, Gaudêncio Torquato. Em seguida, Temer vai participar de uma solenidade para assinar ato que autoriza a criação de novos cursos de Medicina ao lado dos ministros Mendonça Filho (Educação) e Ricardo Barros (Saúde). Até o início da tarde desta segunda, nenhum evento estava previsto pelo Planalto e Temer iria se dedicar somente à articulação política de sua defesa.

Outro que será recebido por Temer é o governador do Tocantins, Marcelo Miranda. A última audiência do peemedebista será às 19h30, com o deputado Paulo Feijó (PR-RJ).

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