Gilmar sobre fim de mandato de Janot: 'Que saiba morrer quem viver não soube'

Felipe Amorim

Do UOL, em São Paulo

  • Pedro Ladeira/Folhapress

Ao comentar o fim do mandato do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que acaba no dia 17 de setembro, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes citou o poeta português Manuel Bocage (1765-1805) nesta quinta-feira (14).

"Eu diria em relação ao procurador-geral Janot uma frase de Bocage: 'Que saiba morrer quem viver não soube' [sic]", disse Gilmar Mendes, que é desafeto declarado de Janot. No poema "Meu ser evaporei na lida insana", Bocage escreveu: "Saiba morrer o que viver não soube."

Janot participa nesta quinta-feira de sua última sessão no STF como procurador-geral da República. Na próxima segunda-feira (18) a procuradora Raquel Dodge substitui Janot no cargo.

Mendes fez a afirmação a jornalistas, que perguntaram se o ministro iria se manifestar na sessão de despedida do procurador.

Janot já apresentou dois pedidos de impedimento contra Gilmar Mendes, para que o ministro não atuasse em casos ligados às prisões dos empresários Eike Batista e Jacob Barata Filho. Os pedidos não chegaram a ser julgados pelo STF.

Janot alegou que o escritório de advocacia onde a mulher do ministro trabalha atuava em ações ligadas a Eike. No caso do empresário Barata Filho, a Procuradoria sustentou haver vínculos de amizade que comprometeriam a imparcialidade do ministro. À época, Mendes negou laços de proximidade com Barata Filho e diz que o escritório de sua mulher não atua em causas penais de Eike Batista.

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