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"Muitas vezes, não se pode esperar tudo do poder público", diz Temer em RO

Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

23/11/2017 13h59Atualizada em 23/11/2017 15h26

O presidente Michel Temer (PMDB) afirmou nesta quinta-feira (23) que, em muitas situações, não é possível depender apenas do poder público para alguma resolução. A declaração foi dada ao elogiar o trabalho do presidente dos hospitais de Câncer de Barretos e do Amazonas, Henrique Prata.

Prata buscou recursos na iniciativa privada e emendas parlamentares para a construção do Hospital de Câncer do Amazonas, localizado em Porto Velho, em Rondônia. Nesta quinta, Temer foi à cidade para inaugurar oficialmente a instituição.

“Interessante que, muitas e muitas vezes, vejam bem, não se pode esperar tudo do poder público. Henrique Prata não esperou. Ele foi atrás de construir um sistema apreciado em todo o país. [...] Ele, da iniciativa privada, se dedica a uma causa pública. É interessante que, muitas vezes, aqueles que estão na atividade privada fazem tanto ou mais do que aqueles que estão na atividade pública”, declarou Temer.

O custo total foi de cerca de R$ 75 milhões, segundo dados no portal da instituição. O hospital tem 4,5 mil pacientes cadastrados, a maioria de Rondônia, Amazonas, Acre, Minas Gerais, Amapá, Mato Grosso, incluindo povos indígenas. A capacidade é de 300 atendimentos diários. O prédio tem aproximadamente 70 mil metros quadrados, sendo 2 mil metros para os indígenas manterem hábitos e alimentação.

Segundo Temer, as objeções de natureza política e administrativa são “naturais” e ajudam a construir o governo. Ele então relembrou que está há 18 meses no poder e disse buscar a conciliação entre os brasileiros, não a divisão. Como exemplo, citou um episódio de quando foi à missa com o irmão aos sete anos de idade e aprendeu o conceito de temperança.

“Cheguei em casa e peguei o dicionário do meu irmão e fui ver o que era temperança. Vi que era moderação, equilíbrio, a ideia de que você nem sempre está certo. Tem que levar em conta as observações de terceiros. Não as raivosas, políticas. As observações construtivas. Penso que aquele fato religioso pautou a minha conduta”, afirmou.

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