Paulo Maluf está "esfacelado fisicamente", diz médico que atende o deputado

Luís Adorno

Do UOL, em São Paulo

  • Sergio Lima/AFP

    Deputado federal afastado Paulo Maluf (PP-SP) teve volta de câncer revelado ao ser preso em dezembro do ano passado

    Deputado federal afastado Paulo Maluf (PP-SP) teve volta de câncer revelado ao ser preso em dezembro do ano passado

Paulo Maluf está "esfacelado fisicamente". O diagnóstico sobre as condições de saúde do deputado afastado do PP-SP é de Miguel Srougi, um dos principais urologistas do país e médico que acompanha há anos a situação do parlamentar.

Maluf está com metástase decorrente do câncer de próstata e com uma trombose venosa profunda na perna esquerda, segundo o hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde o deputado está internado desde a última quinta (5). Metástase é a disseminação da célula cancerígena por meio da corrente sanguínea ou linfática, ou seja, quando a célula sai do local de origem e atinge outro órgão.

De acordo com o médico, Maluf sofre hoje de "vários problemas", relacionados com imobilidade, desnutrição e depressão. "Esses eventos que não ocorrem em aprisionados jovens", ressalta. Além disso, o paciente sofre com "infecção por fungo, trombose vascular em membros inferiores, anemia por deficiência de ferro e descontrole do câncer da próstata.

A recuperação muscular das pernas e deambulação livre (caminhar normalmente) levarão meses, avalia Srougi, e podem deixar sequelas, como a dificuldade para se locomover.

Na última segunda-feira (9), o hospital havia informado que exames confirmaram uma "síndrome paraneoplásica e uma trombose venosa profunda no membro inferior esquerdo". "Ele está com quadro de incontinência urinária, metástase óssea na região sacral decorrente do câncer de próstata, alterações da marcha com perda de força muscular e atrofia em ambas as pernas, que confere ao paciente a condição de cadeirante", indiciou o boletim médico.

No final de março, o ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu prisão domiciliar ao parlamentar, que cumpria pena no presídio da Papuda, em Brasília.

A decisão liminar de Dias Toffoli deve ser analisada nesta quarta-feira (11) pelos demais ministros do STF. Ontem, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu que Maluf volte à cadeia. Maluf foi condenado a 7 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão em regime fechado por lavagem de dinheiro. Ele foi preso em dezembro, após determinação do ministro Edson Fachin, do STF.

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