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Futuro ministro diz que consultará filho de Bolsonaro para definir comunicação do governo

O vereador Carlos Bolsonaro (dir.) ao lado do irmão Eduardo em campanha de 2016 - Reprodução/Facebook
O vereador Carlos Bolsonaro (dir.) ao lado do irmão Eduardo em campanha de 2016 Imagem: Reprodução/Facebook

Gustavo Maia

Do UOL, em Brasília

21/11/2018 14h18Atualizada em 21/11/2018 15h53

Anunciado nesta quarta-feira (21) como futuro ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, o advogado Gustavo Bebianno disse que vai consultar o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) para definir o responsável pela comunicação do governo.

Carlos é um dos filhos do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), e abastece as redes sociais do pai. A Secom (Secretaria de Comunicação Social) é subordinada à pasta que será comandada por Bebianno, que presidiu o PSL durante a campanha presidencial. Segundo o futuro ministro, "alguns nomes estão sendo estudados" para comandar o órgão.

"O filho do presidente, Carlos Bolsonaro, é uma pessoa que sempre esteve à frente dessa comunicação. Desenvolveu um trabalho brilhante. E talvez, sem ele, a campanha não tivesse se desenvolvido tão bem. Aliás, é um trabalho que já se desenvolve há muitos anos, até bastante antes da pré-campanha. Então isso será discutido ainda com ele, com o presidente, e esse nome será encontrado", explicou Bebianno.

Ele disse acreditar ainda que Carlos "estará sempre" com a equipe de transição, em Brasília. O segundo filho mais velho do presidente eleito cumpre atualmente a quarta licença consecutiva de 30 dias, sem remuneração, na Câmara dos Vereadores do Rio, "para tratar de assuntos particulares".

Questionado sobre a possibilidade de o vereador abdicar do mandato, que termina no fim de 2020, Bebianno disse não saber. "Essa conversa é com ele, afinal de contas o governo começará no ano que vem, apenas. Então isso tudo está sendo pensado ainda, existem questões familiares. Mas Carlos é uma pessoa muito importante para a equipe, para o presidente, e certamente estará perto de nós", declarou.

Desde que Bolsonaro sofreu um ataque à faca, no dia 6 de setembro, o filho tem permanecido quase sempre ao seu lado, seja nos 23 dias em que ele ficou internado no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, ou nos compromissos no Rio de Janeiro e em Brasília. O presidente eleito já declarou que Carlos atua como seu "porta-voz" informal.

Após as declarações de Bebianno, Carlos usou o Twitter para desmentir o advogado e criticar a imprensa.

"Não seja enganado pela mídia que em conluio com urubus próximos inventam de todo lado. Trata-se de uma simbiose de quem sempre fez parte do sistema com o sistema descarado. Quem não tem capilaridade usando quem tem para tirar proveito pessoal e no fim o Brasil perde!", escreveu, na primeira mensagem.

Em seguida, o vereador compartilhou uma notícia do site "O Antagonista", intitulada "Bebianno diz que Secretaria de Comunicação será tratada com filho de Bolsonaro", e declarou: "Nada disso será tratado comigo! Boa tarde a todos!".

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