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Prisão de Pezão é "lamentável", mas votações continuam, diz Alerj

Palácio Tiradentes, no centro do Rio, onde fica a Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) - Simone Marinho/Agência O Globo
Palácio Tiradentes, no centro do Rio, onde fica a Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) Imagem: Simone Marinho/Agência O Globo

Do UOL, em São Paulo

29/11/2018 11h53

O presidente em exercício da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio), deputado André Ceciliano (PT), classificou como “lamentável” a crise política que culminou, nesta quinta-feira (29), na prisão do governador do estado, Luiz Fernando Pezão (MDB).

O emedebista foi preso na capital fluminense a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Ele é investigado pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção.

De acordo com a chefe da PGR, a medida foi necessária porque a investigação apontou estar em curso esquema de lavagem de dinheiro que seria comandado por Pezão.

“Lamentável toda essa situação, num momento em que somamos esforços na Assembleia Legislativa do Rio para ajudar o Estado a sair da crise financeira”, afirmou o presidente em exercício da Alerj em nota. “Defendo as investigações da Lava Jato, bem como o direito à ampla defesa dos investigados”, completou.

Na nota, Ceciliano defende que a casa de leis não interrompa os trabalhos, mesmo com a instabilidade política do momento, e destaca “questões importantes” que demandam votação, como a prorrogação do estado de calamidade nas finanças, o Fundo de Combate à Pobreza, vetos a projetos de lei e o orçamento do ano que vem.

“A Alerj prosseguirá com a pauta de votações de medidas importantes para o futuro do Rio e do povo fluminense”, concluiu.

O mandado de prisão contra o governador foi expedido pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), sob a relatoria do ministro Félix Fischer. Com a prisão é preventiva, Pezão deve ficar detido por tempo indeterminado. Ele é investigado pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção.

De acordo com as investigações, Pezão teria recebido mais de R$ 25 milhões (R$ 39,1 milhões em valores atualizados) entre 2007 e 2015.

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