Topo

PR integrará base do governo Bolsonaro, diz líder do partido após encontro

Divulgação/Governo de Transição
O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), se reuniu nesta quarta-feira com deputados do PR Imagem: Divulgação/Governo de Transição

Luciana Amaral e Felipe Amorim

Do UOL, em Brasília

05/12/2018 17h01Atualizada em 05/12/2018 22h41

O líder do PR na Câmara dos Deputados, deputado federal José Rocha (BA), afirmou, após encontro da bancada com o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), nesta quarta-feira (5), que o partido formará a base do próximo governo.

“Todos os deputados foram unânimes em dar esse apoio e vamos trabalhar lá na Câmara para poder transformar nosso país em um país cada vez melhor. [Seremos] Oficialmente da base do governo”, declarou Rocha.

Leia mais:

O líder disse que irá discutir as matérias em tramitação na Casa com toda a bancada e, embora o PR vá formar a base bolsonarista, não haverá retaliações a quem votar contra o governo. “Não vamos atuar de maneira coercitiva ou de qualquer outra maneira forçar o parlamentar ou colega de maneira que o partido está encaminhando. Vamos envidar todos os esforços no sentido do convencimento”, falou.

Questionado sobre indicações, José Rocha afirmou que o partido não fará indicações para os dois ministérios com o cargo de titular em aberto nem para os segundo e terceiro escalões. Ele ainda negou terem discutido com Bolsonaro apoio para um candidato à Presidência da Câmara, em eleição interna no início do ano que vem.

O MDB foi a primeira bancada partidária a ser recebida por Bolsonaro no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), onde a equipe de transição está instalada até a posse presidencial, em 1º de janeiro. Ontem, Bolsonaro recebeu também a bancada do PRB.

Ambas as siglas declararam que apoiarão as medidas que julgarem melhores para o país, que têm afinidades com as propostas do pesselista, mas não declararam alinhamento automático.

O PR foi o primeiro partido a oficialmente declarar apoio ao governo Bolsonaro. Na campanha eleitoral de outubro deste ano, porém, o PR integrou a coligação do candidato derrotado à Presidência do PSDB, Geraldo Alckmin. O tucano e ex-governador de São Paulo ficou em quarto lugar na disputa pelo Palácio do Planalto, sendo o pior resultado da história para a sigla.

PSDB

Também nesta quarta-feira, deputados do PSDB se reuniram com Bolsonaro no escritório do governo de transição. Após o encontro, o líder da bancada na Câmara, Nilson Leitão (PSDB-MT), afirmou que os deputados darão apoio às reformas econômicas, como a da Previdência, mas que o partido não integrará a base do governo.

"Não acredito que será como base aliada, acho que o que vai acontecer no Congresso com a nova roupagem que está sendo desenhada é que muitos blocos vão se juntar e a maior adesão vai ser nas reformas: base aliada na Previdência, base aliada pra nossa reforma tributária ser aprovada e outros temas que podem estar já inicialmente", disse.

"A nossa defesa é que todo esse capital politico que Bolsonaro terá no inicio do mandato seja ele todo investido nas reformas que o Brasil precisa, essa é a vontade da bancada tucana", afirmou Leitão.