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Bolsonaro tem boa evolução clínica após operação, diz boletim médico

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Imagem: Reprodução

Eduardo Lucizano

Colaboração para o UOL, em São Paulo

29/01/2019 10h18

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) apresentou boa evolução clínica e continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, segundo boletim médico divulgado pelo hospital na manhã desta terça-feira (29).

Bolsonaro passou por cirurgia nesta segunda-feira (28) para a retirada da bolsa de colostomia, que usava em virtude dos ferimentos provocados pelo ataque a faca que sofreu em 6 de setembro, durante um ato da campanha eleitoral em Juiz de Fora (MG). 

De acordo com o boletim médico, o presidente "apresenta boa evolucão clínico-cirúrgica após procedimento de reconstrucão do trânsito intestinal e extensa lise de aderências realizado nesta segunda-feira".

BOLSONARO É OPERADO EM SÃO PAULO

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A cirurgia de Bolsonaro durou 7 horas não teve "intercorrências e necessidade de transfusão de sangue". 

O procedimento foi realizado para a reconstrução do trânsito intestinal. Os médicos fizeram a união do intestino delgado com o intestino grosso.

O boletim de hoje diz que Bolsonaro "não apresentou sangramentos ou qualquer outra complicação. Permanece afebril e sem disfunções orgânicas. Mantém-se em jejum oral, recebendo analgésicos para controle de dor, hidratação endovenosa e medidas de prevenção de trombose venosa".

O presidente segue com as visitas suspensas. A volta da alimentação por via oral será avaliada diariamente e ocorrerá de forma paulatina.

A cirurgia

Bolsonaro passou por cirurgia nesta segunda que durou cerca de sete horas. Segundo o porta-voz da Presidência, general Otávio do Rêgo Barros, os médicos tiveram que atuar de "forma muito cuidadosa" nas aderências do intestino e compararam o trabalho a uma "obra de arte".

A expectativa é que o presidente tenha alta em até 10 dias. "A partir da evolução, pode haver um encurtamento", comentou o porta-voz.

Ele foi questionado sobre o custo e sobre quem será responsável pelo pagamento da cirurgia e da internação, mas disse não ter essas informações no momento.

Às 16h35, uma hora após o término do procedimento, o perfil oficial de Bolsonaro no Twitter publicou uma mensagem por meio de três emojis: da bandeira do Brasil, de uma mão com o polegar para cima, em sinal de positivo, e de duas mãos unidas pelas palmas em forma de oração.

Cirurgia mais longa do que o previsto

Os médicos retiraram a bolsa de colostomia que Bolsonaro utilizava em razão do atentado a faca que o feriu em Juiz de Fora (MG), em setembro do ano passado. O procedimento serviu para reconstruir o "trânsito intestinal" do presidente.

O procedimento foi comandado pela equipe do cirurgião Antônio Luiz Macedo e começou por volta das 6h30 desta segunda-feira (28). Bolsonaro chegou ao hospital na manhã de domingo (27) para ser internado e realizar exames antes da cirurgia.

A previsão inicial era que a cirurgia fosse encerrada ainda pela manhã, mas ela foi finalizada apenas à tarde.

Apesar do período mais extenso do que o previsto --imaginava-se entre quatro e cinco horas de procedimento, segundo a assessoria do hospital--, assessores e pessoas próximas ao presidente diziam ao UOL que tudo estava transcorrendo bem. Na semana passada, Macedo frisou que a duração de uma cirurgia é "imprevisível", mas disse ao UOL que uma operação como a de Bolsonaro "normalmente costuma durar de três a quatro horas".

"O prazo foi o necessário para que a cirurgia fosse exitosa", declarou hoje o porta-voz da Presidência, general Otávio do Rêgo Barros, ao ser questionado sobre a duração maior do que a prevista.

O presidente estava acompanhado da primeira-dama, Michelle, e dos filhos Eduardo (PSL), deputado federal reeleito por São Paulo, Carlos (PSC), vereador pela cidade do Rio de Janeiro, e Jair Renan.

Segundo o porta-voz, Carlos estava "dentro da área de cirurgia". Na primeira operação realizada de emergência no dia 6 de setembro do ano passado, momentos depois da facada, o filho do então candidato também assistiu ao trabalho dos médicos, acompanhado pelo então presidente do PSL, Gustavo Bebianno, hoje ministro da Secretaria-Geral da Presidência.

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