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Política

Com cargo para Flávio Bolsonaro, Senado escolhe nova Mesa Diretora

Gustavo Maia

Do UOL, em Brasília

06/02/2019 17h23Atualizada em 06/02/2019 18h20

Quatro dias após a tumultuada eleição de Davi Alcolumbre (DEM-AP) à Presidência do Senado, o plenário da Casa elegeu nesta quarta-feira (6) os outros seis membros que vão compor a Mesa Diretora para o biênio 2019-2020, além de quatro suplentes.Um dos postos será ocupado por Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro.

Dentre os 81 senadores, 72 votaram a favor da chapa e apenas dois contra. Outros três se abstiveram e quatro faltaram à eleição. Os ausentes foram Renan Calheiros (MDB-AL), Fernando Collor (Pros-AL), Jader Barbalho (MDB-PA) e Rogério Carvalho (PT-SE).

Antes de proclamar o resultado, Alcolumbre disse que estabeleceu o"entendimento e o diálogo" como pontos de partida para a condução dos trabalhos no Senado e agradeceu a todos os líderes partidários.

A escolha foi feita após um acordo de líderes partidária, que indicaram uma chapa única. A votação, secreta, ocorreu pelo sistema eletrônico, diferentemente do pleito para o comando da Casa, realizado mediante cédulas preenchidas manualmente no último sábado (2).

Cada posto será ocupado por um integrante de um partido diferente. Veja:

1º vice-presidente: Antonio Anastasia (PSDB-MG)
2º vice-presidente: Lasier Martins (Podemos-RS)
1º secretário: Sérgio Petecão (PSD-AC)
2º secretário: Eduardo Gomes (MDB-TO)
3º secretário: Flávio Bolsonaro (PSL-RJ)
4º secretário: Luis Carlos Heinze (PP-RS)

1º suplente: Marcos do Val (PPS-ES)
2º suplente: Weverton Rocha (PDT-MA)
3º suplente: Jaques Wagner (PT-BA)
4º suplente: Leila Barros (PSB-DF)

Segundo o regimento interno do Senado, os secretários cuidam de serviços administrativos (1º), como registro e assinatura atas de sessões secretas (caso do 2º secretário), realização de chamada de votos e auxílio na apuração de eleições (3º e 4º secretários).

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Envolvido em investigações sobre movimentações financeiras atípicas apontadas pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) foi indicado pelo líder do partido no Senado, Major Olímpio (SP), para integrar a Comissão Diretora. Ele é o primogênito do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). O assunto Coaf não foi tratado no plenário do Senado.

Desta vez, a composição não levou em conta o tamanho das bancadas, como historicamente acontece. Com 13 senadores, o MDB tem a maior delas na atual legislatura, mas ficou apenas com a 2ª secretaria.

Após reunião de líderes realizada na terça (5), Alcolumbre afirmou que não houve acordo sobre a proporcionalidade, mas um "um diálogo aberto e franco em relação à participação dos partidos".

Após a polêmica eleição à Presidência da Casa, o MDB do senador Renan Calheiros (AL), que não compareceu nesta quarta e renunciou à candidatura no último sábado, deve ficar com a presidência da CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania).

A comissão é considerada a mais importante tanto do Senado quanto da Câmara, porque é lá que começa a tramitação de propostas legislativas.

Veja o número de senadores dos 16 com representação no Senado hoje:

MDB: 13
PSD: 9
PSDB e Podemos: 8
DEM, PT e PP: 6
PSL e PDT: 4
PSB, Rede, Pros e PPS: 3
PR: 2
PRB e PSC: 1
Sem partido: 1

Após a sessão, o recém-eleito chefe do Senado disse que a Casa já "virou a página" da confusão do pleito e exaltou o ineditismo de cada assento da Mesa Diretora ser ocupado por um partido diferente. "Isso nunca ocorreu no Senado Federal", declarou.

A escolha do comando das comissões do Senado deve ser na próxima terça-feira (12).

Inicialmente marcada para as 15h, a sessão começou com 53 minutos de atraso e transcorreu de maneira tranquila.

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