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Lula está abatido e chorou muito, diz Gleisi: Justiça ainda discute saída

Vinicius Konchinski

Colaboração para o UOL, em Curitiba

01/03/2019 18h00Atualizada em 01/03/2019 21h46

A deputada federal e presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), afirmou na tarde de hoje que o ex-presidente Lula está muito abatido e já chorou várias vezes desde que soube da morte de um dos netos, Arthur, vítima de meningite meningocócica.

Segundo Gleisi, a Justiça Federal de Curitiba e a PF (Polícia Federal) ainda estão discutindo questões logísticas para decidir se aceitam ou não um pedido do ex-presidente para acompanhar o velório da criança, que ocorrerá em São Bernardo do Campo (SP). O funeral deve começar às 22h de hoje. A cremação será às 12h de amanhã.

"O presidente está muito triste. Nunca esperaria uma notícia como está", contou Gleisi, que se encontrou com Lula na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, onde ele está preso desde abril do ano passado. "Ele disse que deveria ser proibido um pai enterrar um filho, um avô enterrar um neto."

[Lula] Está bastante emocionado e abatido. Chorou várias vezes. A gente procurou confortá-lo durante a tarde
deputada federal Gleisi Hoffmann

Segundo a deputada, embora o governo do estado do Paraná já tenha disponibilizado um avião para levar Lula a São Paulo, a decisão sobre a saída temporária dele ainda não foi sacramentada.

"Tem conversação entre a Polícia e o judiciário. É a discussão de qual seria a melhor forma de garantir os meios para a segurança do ex-presidente", disse Gleisi. "Está sendo avaliada a segurança, o deslocamento, por isso ainda não teve a decisão."

A defesa de Lula apresentou pedido às 14h07 à Vara de Execuções Penais de Curitiba para o ex-presidente sair temporariamente da prisão e poder acompanhar o funeral do neto. A decisão cabe à juíza Carolina Lebbos, responsável pela execução penal do petista. Em janeiro, ela negou a saída dele para acompanhar o enterro de um dos irmãos. Na época, a PF alegou que não podia garantir a segurança de Lula e dos agentes que fariam sua escolta.

Lula é liberado para deixar a prisão e ir ao velório do neto de 7 anos

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