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Aliados políticos prestam solidariedade a Lula; Maduro envia flores

Coroa de flores é levada para enterro do menino Arthur Araújo Lula da Silva - DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO CONTEÚDO
Coroa de flores é levada para enterro do menino Arthur Araújo Lula da Silva Imagem: DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO CONTEÚDO

Luis Adorno

Do UOL, em São Paulo

02/03/2019 15h00

Aliados políticos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permaneceram ao seu lado, em ato de solidariedade, entre o fim da manhã e o começo da tarde de hoje, durante cerimônia de cremação de Arthur Araújo Lula da Silva, 7, neto do ex-presidente, em São Bernardo do Campo, no ABC. O presidente de fato da Venezuela, Nicolás Maduro, enviou uma coroa de flores.

Centenas de militantes do PT foram ao crematório para apoiar o ex-presidente Lula na primeira vez que ele deixou a carceragem da PF (Polícia Federal) em Curitiba (PR), desde que foi preso, em 7 de abril do ano passado. Ao fim da cerimônia de hoje, não foram raras lágrimas nos rostos dos militantes.

O presidente de fato da Venezuela enviou uma coroa de flores, segundo a assessoria de imprensa do PT. Nicolás Maduro detém o controle das forças armadas da Venezuela, mas não é reconhecido como presidente legítimo da Venezuela pelo Brasil e por cerca de 50 países, entre os quais os Estados Unidos. O país passa por uma grave crise humanitária e fechou a fronteira com o Brasil há cerca de uma semana.

O governo do PT foi alinhado com o governo de Maduro e de seu antecessor, Hugo Chávez, mas a administração de Jair Bolsonaro reconhece como mandatário do país apenas o líder opositor e autoproclamado presidente interino da Venezuela Juan Guaidó.

Entre os políticos que estiveram no cemitério Jardim da Colina, em São Bernardo do Campo, estavam a ex-presidente Dilma Rousseff e o candidato do PT à presidência na eleição do ano passado, Fernando Haddad. Ambos foram aclamados pelos militantes, tanto na chegada, quando na saída. Dilma não falou. Haddad disse à imprensa estar sentido pelo que ocorreu com Arthur.

O menino Arthur morreu de meningite meningocócica ontem após passar horas internado em um hospital em Santo André, na Grande São Paulo. Lula recebeu autorização especial da Justiça para deixar a cadeia no Paraná e acompanhar a cerimônia fúnebre.

Ex-presidentes do PT, José Genoino e Rui Falcão também foram ao local, assim como a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) e os deputados federais Ivan Valente (PSOL-SP) e Paulo Teixeira (PT-SP), além do candidato à presidência ano passado pelo PSOL, Guilherme Boulos. Todos foram muito aplaudidos pela militância presente. 

Como Maduro, outros políticos, empresários e amigos de Lula que não estiveram presentes na cerimonia de cremação enviaram coroas de flores. 

Através do telefone de Gilberto Carvalho, ex-ministro de Lula, o ex-presidente recebeu ligações de Gilmar Mendes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e de Leonardo Boff, que é escritor. Lula interrompeu as duas ligações aos prantos. 

Enquanto Lula recebia afagos dentro da sala do velório, na parte de fora, cerca de 400 pessoas gritavam palavras de apoio ao ex-presidente, pediam sua liberdade e criticavam a PF. Um dos gritos pedia que os agentes liberassem Lula e fossem atras de supostos laranjas utilizados pelo PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro.

Lula se despede do neto em cemitério em SP

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