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Política

Suzano: oposição critica armas; governistas prestam solidariedade

Do UOL, em Brasília

13/03/2019 11h57Atualizada em 13/03/2019 15h49

Deputados da oposição fizeram críticas à ampliação na facilidade do acesso a armas de fogo após duas pessoas, aparentemente adolescentes, matarem várias crianças e o funcionário de de uma escola em Suzano (Grande São Paulo).

Os dois atiradores cometeram suicídio após efetuarem os disparos. Ainda não se sabe o que motivou o crime. O ataque a tiros ocorreu hoje na escola estadual Professor Raul Brasil.

Outros adolescentes foram levados para o Hospital Santa Maria, e há mais feridos atendidos pela Santa Casa de Misericórdia de Suzano. Ainda não há informações sobre seus estados de saúde.

Os políticos da oposição usaram suas redes sociais para criticar o acesso a armas de fogo e também para prestar solidariedade às famílias das vítimas.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) afirmou que "mais armas geram mais violência", disse. "Este terrível atentado na escola em São Paulo é um dos resultados do ódio que vem sendo estimulado no Brasil", afirmou Rosário.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse que facilitar o acesso às armas pode gerar mais mortes nas escolas. "Se mal usadas, armas resultam em dor. Facilitar o seu acesso pode representar mais episódios como este", disse Randolfe.

Já o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) classificou o ocorrido como "mais uma desgraça vinda da cultura da violência e do armamentismo insano, estimulado por muitos do poder", disse.

Presidente do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), disse que "tragédias como essa resultam do incentivo à violência e à liberação do uso de armas", afirmou, no Twitter.

Uma das primeiras medidas do presidente Jair Bolsonaro (PSL) no governo, amplamente criticada pela oposição, foi a publicação de um decreto para facilitar o acesso à posse de armas no país. A medida foi uma promessa de campanha do presidente.

Governistas prestam solidariedade e criticam "aproveitadores"

Líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP) afirmou que "aproveitadores" vão usar o ocorrido para criticar a política do governo Bolsonaro de maior acesso às armas. O senador usou o episódio para defender a redução da maioridade penal: "bandido não tem idade", disse.

"Precisamos urgentemente rever a nossa política de segurança pública, bandido não tem idade, e essa tragédia apenas reafirma que precisamos reduzir a maioridade penal já!", disse Olímpio, em nota divulgada por sua assessoria.

"E não podemos deixar que os aproveitadores se utilizem da tragédia para falar que o desarmamento é solução, essas armas são ilegais e foram obtidas e usadas por adolescentes! A política desarmamentista fracassou! E quem perde são as famílias brasileiras", afirmou o senador do PSL.

Deputados da base de apoio ao governo também usaram as redes sociais para comentar o ataque em Suzano.

"Estamos consternados com a notícia do assassinato de várias pessoas, incluindo crianças, na escola estadual Raul Brasil, em Suzano", disse a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP). "Que Deus proteja a todos nós", afirmou. Em outro post, Zambelli fez um minuto de silêncio.

"Meu Pai, não há o que dizer diante das crianças e da diretora mortas em Suzano! Muita tristeza!", escreveu no Twitter a deputada estadual em São Paulo Janaina Paschoal (PSL).

A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), líder do governo no Congresso, prestou solidariedade aos pais dos estudantes de Suzano. "Minha solidariedade aos pais, neste momento de angústia", disse.

Em meio à disputa política, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), pediu que os políticos "desarmem seus espíritos". "Meus pensamentos e toda a minha solidariedade estão com eles. Como homem público, também o meu empenho para desarmar espíritos, buscar convergências e levar paz à sociedade", publicou.

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