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Museu de NY anuncia que não sediará evento com premiação a Bolsonaro

Isac Nóbrega/PR
Imagem: Isac Nóbrega/PR

Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

15/04/2019 17h55Atualizada em 15/04/2019 19h05

O Museu Americano de História Natural, em Nova York, nos Estados Unidos, anunciou hoje que não sediará o evento que premiará o presidente Jair Bolsonaro (PSL) como "Pessoa do Ano" pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. A cerimônia estava prevista para ocorrer em um dos salões do museu em 14 de maio.

Em mensagem no Twitter, a instituição de Nova York afirmou que "em respeito mútuo pelo trabalho e pelos objetivos das nossas organizações individuais, concordamos em conjunto que o museu não é o melhor local para o jantar de gala da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. Esse evento tradicional ocorrerá em outro local na data e hora originais".

Na sexta-feira passada, o museu informou estar "profundamente preocupado" e "explorando as opções" em relação a sediar a cerimônia diante de pedidos para que não abrigasse a premiação ao presidente Bolsonaro. A instituição acrescentou que não convidou o presidente e o espaço havia sido reservado pela Câmara de Comércio antes do anúncio de que ele seria agraciado.

O jantar de gala da premiação de "Pessoa do Ano" acontece anualmente e é organizado pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos desde 1970. Normalmente, um brasileiro e um norte-americano avaliados como importantes para aproximar os dois países são escolhidos para receber o prêmio. Homenageados incluem os ex-presidentes do Brasil Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e dos Estados Unidos Bill Clinton. O americano a ser agraciado neste ano não foi revelado até o momento.

A escolha de Bolsonaro para receber o prêmio foi alvo de críticas nas redes sociais por pessoas que julgam o local da entrega - um museu de história natural - incompatível com o pensamento do presidente.

Em entrevista a uma rádio da cidade na sexta passada, o prefeito de Nova York, Bill de Blasio (Partido Democrata), afirmou que Bolsonaro é "um ser humano muito perigoso" por, ao seu ver, ser racista, homofóbico e querer impactar a preservação ambiental da Amazônia.

O UOL procurou a Presidência da República para que comente a decisão do museu e aguarda posicionamento.

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