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Relator da Lava Jato no Rio diz que hackers tentaram invadir seu celular

O desembargador federal Abel Gomes, relator da Lava Jato no TRF-2 - Divulgação/Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro
O desembargador federal Abel Gomes, relator da Lava Jato no TRF-2 Imagem: Divulgação/Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro

Do UOL, em São Paulo

08/06/2019 20h42

Relator dos processos da Operação Jato no TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região), no Rio de Janeiro, o desembargador federal Abel Gomes foi alvo de um ataque de hackers, que tentaram acessar dados do seu celular e sua conta no aplicativo de mensagens instantâneas Telegram, segundo informações divulgadas pelo tribunal. O ataque teria acontecido na quarta-feira (5).

De acordo com o TRF-2, ao perceber a ação, Gomes acionou a Polícia Federal, enviando ofício com pedido de esclarecimento do "grau de comprometimento desta invasão em meu telefone móvel, sistemas eletrônicos e na minha vida privada e funcional".

Para o desembargador, os criminosos tentam realizar "um tipo de 'terrorismo eletrônico, para intimidar autoridades". "Querem fazer uma demonstração de força, mostrar que seriam capazes de entrar na vida privada e até funcional das autoridades", disse.

Outro magistrado, o juiz federal Flávio de Oliveira Lucas, também teria sido alvo de um ataque. Ele já atuou no gabinete de Gomes, substituindo-o em períodos de férias, e hoje é titular da 18ª Vara Federal Cível do Rio de Janeiro.

Abel Gomes é relator, dentre outros, dos processos das operações Calicute, Cadeia Velha e Furna da Onça, que têm como réus o ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral, parlamentares da Assembleia Legislativa do estado, empresários e agentes públicos.

O UOL procurou a Polícia Federal para confirmar se há alguma investigação em andamento, mas ainda não obteve resposta.

Ministro Sérgio Moro teve celular invadido

Na última terça-feira (4), um hacker invadiu o celular do ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro.

O autor do ataque usou os aplicativos de mensagens do ministro por seis horas. O ministro chegou a receber uma ligação de seu próprio número. Ao atender, a ligação ficou muda.

Depois de estranhar a situação, foi informado sobre mensagens suspeitas trocadas pelo Telegram.

A linha de Moto teve de ser cancelada, e a Polícia Federal investiga o caso.

No passado, ministros da gestão Michel Temer também sofreram ataques cibernéticos. Hackers invadiram os celulares de Eliseu Padilha (Casa Civil) e Carlos Marun (Secretaria de Governo) e enviaram mensagens pedindo empréstimos em nome deles.

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