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Flávio Bolsonaro chama Witzel de ingrato e revê ordem de desfiliação no PSL

Presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro e o governador do RJ, Wilson Witzel - Pedro Ladeira/Folhapress
Presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro e o governador do RJ, Wilson Witzel Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

Do UOL, em São Paulo

26/09/2019 09h16

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), presidente da legenda no estado, decidiu rever a ordem de que políticos do partido deveriam abandonar o governo de Wilson Witzel no Rio de Janeiro ou se desfiliar.

Em entrevista ao jornal O Globo, ele disse "que quem quiser permanecer vai arcar com o bônus e o ônus de ajudar um governo que será concorrente com o do Bolsonaro em 2022" e chamou o governador do Rio de Janeiro de "ingrato" por criticar a administração do pai, o presidente Jair Bolsonaro, e se colocar como candidato à Presidência da República.

Flávio rebateu declaração de Witzel de que foi eleito sem apoio de Bolsonaro. "Witzel diz que não contou com nosso apoio para se eleger, mas, na campanha, me procurou pedindo que assinasse uma autorização para poder divulgar fotos ao meu lado. Eu atendi. Não me arrependo, mas esperava mais consideração. Só existe uma palavra para isso: ingratidão. Ele é ingrato ao dizer que não se elegeu com o apoio de Bolsonaro. É uma narrativa que beira a traição", disse.

Segundo o senador, a decisão de romper com o governador não teve influência do pai. "Coube a mim, como presidente estadual do partido, tomar uma atitude", afirmou.

Reportagem do UOL publicada ontem mostrou que uma semana após o anúncio do desembarque da legenda nada mudou. Os dois secretários do partido permanecem em seus cargos e o vice-líder do governo na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) havia sido o único a anunciar que deixaria a posição, mas sem entregar uma carta oficial de desligamento.

Em relação às eleições municipais, que acontecem no ano que vem, Flávio afirmou que, atualmente, o nome do PSL para a disputa é o do deputado estadual Rodrigo Amorim. Ele também não descartou apoiar o prefeito Marcelo Crivella, mas ponderou que "o nome dele não está com boa avaliação".

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