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"Não é um projeto pessoal, nem de poder", diz Huck sobre entrar na política

O apresentador Luciano Huck  - Felipe Rau/Estadão Conteúdo
O apresentador Luciano Huck Imagem: Felipe Rau/Estadão Conteúdo

Wanderley Preite Sobrinho

Do UOL, em São Paulo

30/10/2019 10h19

O apresentador e virtual candidato à Presidência em 2022, Luciano Huck, afirmou hoje em São Paulo que sua entrada na política se deve a uma "convocação geracional", e não a um projeto de poder.

"Estou aqui mais por uma convocação geracional do que qualquer outra coisa", afirmou em evento do jornal O Estado de S. Paulo. "Não é um projeto pessoal, nem de poder."

Huck disse que, em razão de sua profissão, conheceu o "Brasil profundo". "Rodei tudo, eu vi tudo. Fui à Amazônia profunda, na fronteira da Venezuela? Não consigo passar pelo problema e não me sentir parte dele. A gente vive num país muito desigual e, se não fizermos nada, teremos a perpetuação da desigualdade."

O apresentador disse que seu papel na política "é qualificar as ideias". "Para onde o país está indo além da polarização?"

Ele disse que o empresariado pode contribuir, "mas quem tem o poder de mexer o ponteiro da desigualdade é o Estado, gerido pelos políticos". "Se queremos mais eficiência, a gente precisa qualificar a política em escala industrial."

Ele mencionou o Renova, movimento político do qual é parte, para dizer que "no Renova não importa a ideologia, a gente quer o sarrafo na medida certa".

"Nunca se falou tanto sobre política como agora. Então vamos trazer ao nosso favor."

"Marxismo e liberalismo não deram certo"

Huck chegou a elogiar a preocupação da esquerda com o bem-estar social. "A gente tem que perder tempo [com questões sociais], pode ser de direita, de esquerda… Eu consigo ver muita coisa boa da esquerda, mas ainda não nasceu na esquerda um projeto eficiente."

Para o apresentador, "só vai conseguir cuidar das pessoas quem pagar suas contas". O marxismo, o liberalismo não deram certo. Sem as contas organizadas você não consegue realizar seus sonhos."

Questionado sobre as pesquisas de intenção de voto, Huck disse que "quem se norteia por pesquisa erra. "Eu ouço a rua", disse. "Eu abro geladeiras e tiro fotos dela há 20 anos. Eu gosto de tirar foto de geladeira. Eu gosto disso. Tem muita gente que a maior conquista é o piso de cerâmica. (…) A maior pesquisa é ali."

Huck concluiu afirmando que não teme ser alvo de devassa na vida pessoal por entrar na política. "Se for pensar assim, é melhor ficar em casa. (…) Não devo nada, eu pago minhas contas."

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