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Crise na Bolívia: Líderes do PT se solidarizam e falam em "golpe de Estado"

"Estamos preocupados com a possibilidade de um banho de sangue na Bolívia", disse o senador Humberto Costa (PE) - Andressa Anholete/AFP
"Estamos preocupados com a possibilidade de um banho de sangue na Bolívia", disse o senador Humberto Costa (PE) Imagem: Andressa Anholete/AFP

do UOL, em São Paulo

12/11/2019 17h23

Preocupados com a situação na Bolívia, que vive um vácuo de poder desde a renúncia de Evo Morales, os líderes do PT no Senado e na Câmara dos Deputados, Humberto Costa (PE) e Paulo Pimenta (RS), se reuniram hoje (12) com o embaixador boliviano no Brasil, José Kinn Franco, para manifestar solidariedade ao país vizinho e repudiar um suposto "golpe de Estado" por parte de opositores da esquerda.

Em vídeo publicado no Instagram, o senador Humberto Costa cumprimenta Franco e se coloca à disposição do embaixador para o que chamou de "luta de resistência". "Estamos aqui manifestando a nossa solidariedade, o nosso repúdio a isso, o nosso apoio. Conte conosco", disse o parlamentar.

Questionado sobre a situação na Bolívia, o petista avaliou ser "muito preocupante". "Estamos tendo aí um golpe de Estado na América Latina, coisa que, de maneira tão aberta, não acontecia há algum tempo", declarou.

O senador também destacou uma suposta "ação articulada" de milícias de extrema-direita, grupos paramilitares e das próprias Forças Armadas no processo que levou à renúncia de Evo Morales. "Estamos muito preocupados com a possibilidade de um banho de sangue na Bolívia", completou.

Evo Morales deixou a presidência da Bolívia em meio a uma profunda crise política no país. O agora ex-presidente se disse vítima de um golpe "cívico-político-policial" e afirmou que renunciou para tentar pacificar o país. Ele deixou a capital La Paz e, na noite de ontem (11), usou o Twitter para denunciar que é alvo de um "mandado de prisão ilegal".

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