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Embaixador da Bolívia: OEA viu irregularidade em eleição, mas não "fraude"

José Kinn Franco, embaixador da Bolívia no Brasil - Reprodução/Facebook
José Kinn Franco, embaixador da Bolívia no Brasil Imagem: Reprodução/Facebook

Hanrrikson de Andrade

Do UOL, em Brasília

12/11/2019 17h18

O embaixador da Bolívia no Brasil, José Kinn Franco, esteve hoje na Câmara dos Deputados para se reunir com parlamentares de esquerda e, segundo ele, "denunciar o golpe" que levou à renúncia de Evo Morales. Após o encontro, o diplomata afirmou que o país sul-americano ainda está em um processo de transição e que "não há governo". Por esse motivo, ainda não há uma definição quanto aos rumos da relação com o Brasil.

"Estamos esperando como vai terminar os acontecimentos na Bolívia para aí então fazer um relacionamento com o governo brasileiro", comentou.

Franco declarou ainda que as denúncias de fraude nas eleições, motivo da crise que resultou na renúncia do presidente eleito e seu afastamento do país, não procedem. Na versão do embaixador, os observadores da OEA encontraram, de fato, indícios de "irregularidades" no pleito, mas não teriam usado o termo "fraude".

"Não demonstraram nunca [fraude nas eleições]. E, se você olhar o informe da OEA, não tem a palavra fraude, não tem a palavra manipulação da votação. Não falam. Falam de irregularidades, mas não de fraudes."

Para Franco, a tendência é que muitos diplomatas que representam a Bolívia nas embaixadas acabem renunciando em solidariedade a Evo Morales. Ele mesmo diz que abandonará o cargo.

"Vou renunciar em algum momento também."

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