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Tabata nega que negocie ser vice de Covas no PSDB: 'terminarei meu mandato'

31.out.2019 - A deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) em evento em São Paulo - Paulo Guereta - 31.out.2019/Agência O Dia/Estadão Conteúdo
31.out.2019 - A deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) em evento em São Paulo Imagem: Paulo Guereta - 31.out.2019/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

Bruno Aragaki

Do UOL, em São Paulo

12/11/2019 04h01

Resumo da notícia

  • A deputada federal rebate que tenha sido convidada oficialmente pelo PSDB
  • Ela foi mencionada ontem por liderança tucana como possível vice de Covas
  • Mas ela afirma que sua prioridade é desfiliar-se do PDT e concluir mandato de deputada até 2023

A deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) negou que tenha recebido convite formal para ir para o PSDB e rejeitou a hipótese de integrar uma chapa como vice de Bruno Covas, que planeja disputar a reeleição na prefeitura de São Paulo em 2020.

"Venho dizendo não sobre as duas coisas que têm sido veiculadas: não recebi convite formal do PSDB, nem de nenhum partido. E não disputarei eleição agora. Eu me comprometi a terminar o mandato para o qual fui eleita", disse à reportagem, por telefone.

O presidente do diretório municipal dos tucanos em São Paulo, Fernando Alfredo, afirmou em entrevista publicada ontem no UOL que "o governador João Doria já fez o convite a Tabata vir para o PSDB".

O nome da deputada surgiu quando o líder do partido foi perguntado sobre quem acompanharia Covas na disputa pela prefeitura. Alfredo disse que o partido estuda uma mulher para a posição falou em Tabata.

Mas ela negou que esse contato tenha ocorrido.

Não falei com o governador João Doria sobre isso. Não houve nenhum convite formal do PSDB, já até me cansei de dizer. Não tive nenhuma reunião formal com partido algum.
Deputada Tabata Amaral

Prioridade é mandato de deputada

Tabata afirmou que sua prioridade é o processo que conduz na Justiça Eleitoral para conseguir se desfiliar do PDT, sem perder o mandato.

Ela entrou em rota de colisão com o partido ao votar pela reforma da Previdência — criticada pela legenda e por Ciro Gomes (PDT).

"O que eu estou buscando agora é concluir esse processo, que pode se estender por até seis meses. E só depois vou buscar um partido que tope fazer mudanças, para que a gente tenha um estatuto transparente, onde caiba minha visão de mundo e a gente possa sentar para conversar", disse.

Tabata relatou que foi procurada, "em tom de brincadeira", por deputados de "quase todos os partidos na Câmara, se não todos".

"Me orgulho de ter uma boa relação com colegas de diferentes filiações e mesmo posições ideológicas opostas, porque é disso que se trata a democracia. Mas seria pouco cordial eu falar agora para qual partido eu iria ou para qual partido eu não iria", afirmou.

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