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Eduardo Bolsonaro é destituído do cargo de presidente do PSL em SP

Maandel Ngan - 30.ago.19/AFP
Imagem: Maandel Ngan - 30.ago.19/AFP

Ana Carolina Silva e Juliana Arreguy

Do UOL, em São Paulo

05/12/2019 18h08

Resumo da notícia

  • O deputado federal Eduardo Bolsonaro foi destituído da presidência do PSL-SP após ser suspenso pelo partido
  • A decisão foi publicada hoje no sistema do Tribunal Superior Eleitoral
  • Luiz Philippe de Orleans e Bragança é outro parlamentar destituído do diretório estadual
  • No sistema, o TSE diz que as destituições foram decididas pela sigla

Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) foi destituído anteontem do cargo de presidente do PSL em São Paulo. A informação foi publicada hoje no sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e confirmada pelo UOL.

"Não estou preocupado com cargos. Vi um cara ser eleito presidente sem nunca ter sido líder ou presidente de comissão. Exemplo eu tenho em casa. Mas ao que parece o pessoal aí, que até pouco era 'o Bolsonaro do Nordeste', a 'mais filha que os filhos' desaprendeu tudo em 11 meses", ironizou Eduardo no Twitter no início da noite de hoje.

Além do deputado federal, que é filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), outros foram desligados de suas funções no PSL. O documento consultado no sistema do TSE informa que esta foi uma decisão da sigla.

É o caso de Gil Diniz, que deixou de ser vice-presidente estadual do partido, e Luiz Philippe de Orleans e Bragança, chamado de deputado "príncipe", que foi destituído do cargo de primeiro secretário.

A saída destes parlamentares de suas funções internas é decorrente das punições impostas pelo PSL a alguns destes nomes, que foram acusados de tentar afastar o presidente do partido, Luciano Bivar (PE), do comando.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro passará 12 meses sem exercer atividades partidárias. A suspensão de Luiz Philippe de Orleans e Bragança é mais curta e durará apenas três meses.

Renato Bolsonaro, outro presente na lista de destituídos do diretório estadual, é um dos cinco irmãos do presidente da República. Ele já foi candidato a prefeito de Miracatu, no interior em São Paulo, em duas ocasiões, mas não logrou êxito em nenhuma delas.