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Em dia tenso, Bolsonaro faz escala expressa no Planalto e reúne com Heleno

13/03/2020 - Após testar negativo para o coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro conversa com apoiadores - Mateus Bonomi/AGIF/Estadão Conteúdo
13/03/2020 - Após testar negativo para o coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro conversa com apoiadores Imagem: Mateus Bonomi/AGIF/Estadão Conteúdo

Eduardo Militão e Carla Araújo

Do UOL e colaboração para o UOL, em Brasília

13/03/2020 17h31Atualizada em 13/03/2020 17h44

Em dia de tensão pelo resultado dos exames de coronavírus do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o presidente deixou o isolamento no Palácio da Alvorada por pouco tempo. Após cumprimentar militantes à distância, ele chegou ao Palácio do Planalto pouco depois das 14h.

Lá, em seu gabinete no terceiro andar do prédio, reuniu-se com o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o general Augusto Heleno. Os dois chegaram ao Palácio em carros separados mas em horários próximos, apurou o UOL. O teor da conversa não foi revelado pelos assessores de ambos.

Heleno também estava na comitiva que foi aos Estados Unidos e voltou temeroso de estar com coronavírus. O secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten, testou positivo para a covid-19. A advogada de Bolsonaro, Karina Kufa, contou à revista Crusoé que também testou positivo.

O exame clínico de Bolsonaro resultou negativo. A Secretaria de Comunicação (Secom) do Planalto não soube informar se o primeiro exame havia dado positivo, como informou a emissora de TV norte-americana Fox News.

Heleno, outros ministros e servidores, além de um dos filhos do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), também testaram negativo.

A comitiva estava em monitoramento desde a noite de quarta-feira, quando soube-se da suspeita, confirmada depois, que Wajngarten contraiu a doença, considerada pandemia pela Organização Mundial de Saúde.

Por volta da 15h30, tanto Jair Bolsonaro quanto Heleno deixaram o Palácio do Planalto. O presidente voltou para o Alvorada. Não conversou com ninguém.

No Alvorada, cumprimentos à distância

Às 14h, quando havia deixado o Alvorada, o presidente havia cumprimentado militantes à distância, apesar de não ter coronavírus. Ao contrário do que sempre faz, ele deixou de se aproximar e apertar as mãos das pessoas que o aguardavam. Havia cerca de 20 ali. "Apesar de meu teste ter dado negativo, não vou apertar a mão de vocês", justificou.

O presidente ficou o tempo todo cerca de cinco metros distante da cerca que separa as pessoas dele. Nem quando houve pedidos para dar uma passo à frente para aparecer melhor nas fotos, ele saiu do lugar.

Em cerca de dois minutos, Bolsonaro falou que a vida segue normal e ressaltou que tem grandes desafios pela frente. Ele não mencionou os problemas econômicos que a covid-19 está causando.

O público compreendeu. Uma mulher chegou a fazer, à distância, uma oração pelo presidente.

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