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Crivella: "Medidas estão funcionando e não há necessidade de 'lockdown'"

Prefeito Marcelo Crivella no jardim do Palácio da Cidade, sede da Prefeitura do Rio - Divulgação
Prefeito Marcelo Crivella no jardim do Palácio da Cidade, sede da Prefeitura do Rio Imagem: Divulgação

Andréia Martins

Do UOL, em São Paulo

29/03/2020 11h31

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos) afirmou hoje que não vê a necessidade de um 'lockdown', fechamento total de serviços e estabelecimentos na cidade, para combater a transmissão de novo coronavírus. Para ele, as medidas tomadas até agora surtiram efeito.

"Não há qualquer recomendação para 'lockdown' nesse momento. Mas estamos nos preparando para a pior hipótese. É importante seguir a estratégia das autoridades de saúde. O que para é o comércio, as atividades da indústria e dos serviços essenciais permanece", disse o prefeito em uma coletiva de imprensa na manhã de hoje.

O "lockdown" é uma medida de emergência e consiste na paralisação total das atividades das cidades com a proibição, inclusive, de que as pessoas circulem pelas ruas sem autorização das autoridades.

Crivella afirmou que "as medidas tomadas até agora surtiram efeito". Para ele, "encerrar as restrições agora aumentaria a nossa curva de casos durante o inverno, o que seria preocupante".

Na última sexta-feira (27), o comércio na capital fluminense foi reaberto de maneira "lenta e gradual" após modificação do decreto do prefeito, que liberou o funcionamento de lojas de material de construção e de conveniência em postos de gasolina, entre outros. A reabertura de escolas foi adiada para 12 de abril. Crivella declarou que uma flexibilização das medidas de confinamento só pode ser pensada daqui a 15 dias.

"Segundo as autoridades estaduais de saúde, a semana de 4 a 10 de abril será fundamental para uma análise mais precisa do ritmo de avanço da covid-19, e só então será possível alguma flexibilidade nas regras de isolamento", afirmou.

Crivella anunciou ainda que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) visitará a cidade na próxima sexta-feira. "Na ocasião poderei apresentar a situação mais de perto", disse o prefeito.

Ele não explicou se a visita é para avaliar a situação da cidade devido à pandemia ou se já estava prevista na agenda. Até agora, em divergência com vários governadores que estão adotando medidas criticadas por ele para combater o novo vírus, Bolsonaro não visitou nenhum estado para avaliar a situação da doença.

Ainda na coletiva, o prefeito fez um apelo para que idosos permaneçam em casa ou hospedem-se nos hotéis disponibilizados pela prefeitura para que fiquem protegidos durante esse período de isolamento social.

"Faço um apelo a idosos das comunidades que estão em boa saúde, que possam cuidar de si próprios, mas que tenham alguma comorbidade para ficarem nos hotéis. Tem wi-fi, o quarto é bem confortável, vai ter alimentação, café, etc. Os que puderem ir para lá, é uma boa oportunidade, sobretudo para as [pessoas das] comunidades da zona sul, onde temos os maiores casos de infecção", disse o prefeito.

Três hotéis estão disponíveis para receber os idosos. Serão inicialmente 300 vagas nessas unidades, uma na Barra da Tijuca e outras em Jacarepaguá e na Gamboa. A prefeitura informou que está em contato com outros hotéis para chegar ao total de dez estabelecimentos e abrigar mil idosos. Ontem os hotéis começaram a receber os idosos. Até o final do dia, apenas um havia se hospedado, na Barra da Tijuca.

Às 18h de hoje, a prefeitura divulgará um novo balanço de casos do coronavírus atendidos pela Secretaria Municipal de Saúde após a reunião do prefeito com especialistas de saúde.

O Estado do Rio registrou até o momento 13 mortes, sendo nove na capital, e 558 casos da covid-19, de acordo com o balanço divulgado ontem pela Secretaria estadual de Saúde.

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