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Coronavírus

Não cabe ao Congresso decidir isolamento, e sim respeitar OMS, diz Maia

9.mar.2020 - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia - Reprodução/Instagram/rodrigomaiarj
9.mar.2020 - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia Imagem: Reprodução/Instagram/rodrigomaiarj

Guilherme Mazieiro

Do UOL, em Brasília

13/04/2020 11h46

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse hoje que a discussão sobre isolamento social não cabe ao Congresso. Ao contrário de Jair Bolsonaro (sem partido), que relativiza as orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde), Maia entende que cabe respeitar as diretrizes da entidade.

"Não acho que cabe ao Congresso decidir sobre o isolamento ou não, cabe respeitar o que tem de orientação mundial, a OMS está coordenando isso, analisando isso mundialmente. Temos aí as posições do ministro que são muito claras", disse em referência ao ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde).

A declaração de Maia foi dada em vídeo conferência com a Abitrigo (Associação Brasileira da Indústria do Trigo). O presidente da Câmara ponderou que o Parlamento, junto com o governo, deve dar segurança e previsibilidade econômica ao país, com base nas medidas de isolamento.

"Tem que tomar muito cuidado, porque às vezes essa angústia de todos nós, do setor produtivo, das pessoas que estão isoladas em casa, ela nos pressione para uma decisão que parece a mais fácil: vamos liberando. Mas se nós fizermos errado, o colapso no sistema de saúde vai ser muito maior."

Maia disse que o Congresso deve focar em pautas que ajudem a dar estabilidade para o setor produtivo e para os trabalhadores que estão em isolamento. Na pauta da Câmara de hoje deve ser discutido um projeto que dá ajuda fiscal aos estados.

"Essa questão de reabri comércio não é o Congresso que resolve. Temos os secretários e o ministro da Saúde. Ele é que vai nos orientar. O que o Parlamento precisa fazer junto com o governo é dar previsibilidade para que as pessoas possam se manter no isolamento. Isso cabe ao estado", disse Maia, que disse que a medida é tomada por países europeus.

As medidas de isolamento são questionadas por Bolsonaro. Ele defende que seja feito um isolamento vertical, ou seja, para grupos mais vulneráveis à doença de modo que a atividade econômica volte a funcionar.

O presidente Bolsonaro reiteradamente descumpre as orientações da OMS e do ministro Mandetta. No último final de semana defendeu a flexibilização do isolamento. Em evento em Águas Lindas de Goiás (GO), tirou a máscara e foi de encontro à população aglomerada.

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