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Bolsonaro volta a usar slogan de campanha suspensa pelo STF

9.mai.2020 - O presidente Jair Bolsonaro voltou a usar o slogan da campanha "O Brasil não pode parar" nas redes sociais - Reprodução/Twitter
9.mai.2020 - O presidente Jair Bolsonaro voltou a usar o slogan da campanha 'O Brasil não pode parar' nas redes sociais Imagem: Reprodução/Twitter

Do UOL, em São Paulo

09/05/2020 21h49

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez hoje uma série de publicações em seu perfil no Twitter mencionando o slogan "O Brasil não pode parar", antes atribuído à campanha do governo federal que defendia o isolamento vertical (apenas para grupos de risco) e que chegou a ser suspensa liminarmente pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Desta vez, Bolsonaro usou a frase em imagens que, segundo ele, listam as ações que o governo tem tomado para conter o avanço do novo coronavírus no País. "Mais um dos resumos diários divulgados de ações do Governo Federal e 'inocentemente' ignorados por alguns", disse, sem especificar a quem estava se referindo.

A reportagem do UOL procurou a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto para questionar sobre o uso do slogan nas imagens compartilhadas e aguarda posicionamento.

Ações contra a campanha

O Brasil não pode parar - Reprodução/Instagram - Reprodução/Instagram
Imagem: Reprodução/Instagram

As postagens do presidente acontecem apenas dois dias após o ministro do STF, Luís Roberto Barroso, arquivar duas ações contra a campanha original, divulgada em março pela Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social) do governo, logo em seguida, apagada das redes sociais.

A decisão de Barroso seguiu o entendimento do procurador-geral da República, Augusto Aras, que em abril rejeitou essas mesmas ações. Aras alegou que não havia como comprovar a existência da campanha, uma vez que ela foi tirada do ar logo depois de ter sido divulgada.

Pouco antes disso, porém, Barroso já havia suspendido liminarmente a ação publicitária, sob o argumento de que a situação da pandemia é "gravíssima" e que a campanha não estaria voltada a "informar, educar ou orientar" a população, e sim desinformá-la.

À época, o presidente Jair Bolsonaro disse que a divulgação da campanha foi um "vazamento". A Secom também afirmou que a peça foi veiculada de "forma equivocada" e que havia sido produzida em caráter experimental, sem aprovação para ser publicado.

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