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É natural que um Poder leve empurrão quando pisa no pé do outro, diz Guedes

Paulo Guedes, ministro da Economia - Foto: Jorge William/Agência O Globo
Paulo Guedes, ministro da Economia Imagem: Foto: Jorge William/Agência O Globo

Antonio Temóteo

Do UOL, em Brasília

29/05/2020 10h52

O ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou que a "demarcação de território" é uma "virtude" da democracia. Segundo ele, quando um Poder "pisa no pé do outro, o outro dá um empurrão de volta".

"É uma virtude da democracia a demarcação de territórios. Quando um poder pisa no pé do outro, o outro dá um empurrão de volta. Isso é natural e não é para dizer que o Brasil vai acabar, que vai parar, que nunca mais vai funcionar, que é uma destruição do capital institucional que nós temos, que é um golpe. Não tem nada disso. É natural. É da própria crise", disse.

As declarações de Guedes ocorreram após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) subir o tom e dizer que a operação autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e realizada pela PF (Polícia Federal) no inquérito das fake news é inadmissível, e que tudo tem um limite.

Ele chegou a falar "Acabou, porra" para enfatizar que a situação vai acabar. Bolsonaro questionou especialmente as decisões monocráticas de ministros da Corte, como ocorreu ontem - a autorização para a operação foi dada por Alexandre de Moraes.

Saúde e economia são importantes, diz Guedes

O ministro usou uma analogia para dizer que a saúde é a asa esquerda de um avião e a economia é a asa direita. Segundo ele, as duas são importantes e quando uma é atingida a aeronave não funciona.

Guedes afirmou que um grupo não vai conseguir "tocar" a economia se estiverem preocupadas com a saúde e outro não vai salvar a saúde se destruírem a economia.

"Precisamos de cooperação, colaboração, compreensão, solidariedade e fraternidade. E é natural que nessa ansiedade, cada um ao seu estilo, um pisa no pé do outro. E quem foi pisado empurra de volta. Mas todo mundo precisa remar para chegar na margem. Quando chegar na margem todo mundo briga de novo. Poder brigar à vontade, na margem. Se brigar na borda do barco, a embarcação naufraga", declarou.

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