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Deputado alvo de operação diz que foi à PF, mas ficou em silêncio

Do UOL, em São Paulo

16/06/2020 10h54Atualizada em 16/06/2020 12h14

O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) afirmou que foi até a sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro na manhã de hoje, mas não prestou depoimento. Ele é um dos alvos de uma operação que investiga o financiamento de grupos que promovem atos contra a democracia.

"Me dirigi à sede da Polícia Federal hoje pela manhã e exerci o meu direito de permanecer em silêncio até que eu tenha acesso ao inquérito, o que ocorrerá por volta das 13h. Após isso estarei totalmente disponível para colaborar e esclarecer tudo o que for preciso sobre mais esse inquérito absurdo e recheado de inconstitucionalidades do Sr. Torquemada", escreveu o deputado em sua conta no Twitter, referindo-se a Tomás de Torquemada, um inquisidor do século 15.

"Uma batalha que travarei da mesma forma que as outras: armado com a verdade, e com ela, a vitória é certa. Portanto amigos, fiquem tranquilos. Aos inimigos: minha zona de conforto é a guerra!", acrescentou o parlamentar.

A PF cumpriu 21 mandados de busca e apreensão em desfavor de aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Além de Silveira, foram alvos dirigentes da sigla que o mandatário tenta fundar, o Aliança pelo Brasil, blogueiros e youtubers de direita.

Agentes da Polícia Federal estiveram no apartamento e no gabinete do deputado, onde computadores foram apreendidos, segundo sua assessoria.

As ordens são do STF (Supremo Tribunal Federal) e foram autorizadas no âmbito de um inquérito chefiado pelo ministro Alexandre de Moraes que investiga a origem de recursos e a estrutura de financiamento de grupos suspeitos de promoverem manifestações de rua com pautas antidemocráticas.

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